DÍLI, 25 de maio de 2026 (TATOLI) — O candidato a Embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) para Timor-Leste, Mark Garber, reuniu-se hoje, no Palácio Presidencial, em Díli, com o Presidente da República, José Ramos-Horta, num encontro centrado no reforço das relações bilaterais, na mobilidade de cidadãos e em oportunidades de investimento económico.
Mark Garber afirmou que o encontro teve como objetivo apresentar propostas para aprofundar a cooperação entre os EUA e Timor-Leste, no âmbito da sua candidatura ao cargo de Embaixador estadunidense no país.
“Sou candidato a Embaixador e ainda preciso de ser nomeado pelo Presidente [Donald Trump]. Entretanto, estou a visitar Timor-Leste para apresentar propostas e discutir formas de melhorar as nossas relações”, afirmou aos jornalistas.
O diplomata classificou a reunião como “muito positiva”, destacando a troca de impressões sobre diferentes áreas de cooperação bilateral, sublinhando que uma das principais propostas apresentadas ao Chefe de Estado timorense prende-se com a facilitação do processo de vistos para cidadãos timorenses que pretendam viajar para os EUA.
“Atualmente, os timorenses precisam de se deslocar a Jacarta para as entrevistas de visto. Como Embaixador, gostaria de alterar este procedimento e permitir que as entrevistas possam ser feitas na Embaixada em Díli”, explicou.
Mark Garber defende ainda que Timor-Leste tem potencial para se afirmar como um polo agrícola regional, chegando mesmo a descrever o país como um futuro “celeiro do Sudeste Asiático”, caso haja um maior investimento e desenvolvimento no setor.
No domínio económico, o candidato a Embaixador afirmou ter apresentado a Ramos-Horta propostas para atrair investimento estadunidense, especialmente nas áreas do turismo e das infraestruturas.
“Considero que Timor-Leste se pode tornar um destino turístico semelhante a Bali. Gostaria de ver investidores estadunidenses a desenvolverem resorts e projetos turísticos no país”, referiu, sublinhando ainda a importância de se reforçar o intercâmbio entre os cidadãos ambos os países, promovendo maior contacto entre culturas e experiências.
“Quero encorajar mais visitantes e mais interação entre estadunidenses e timorenses. Isso é benéfico para ambos os lados, porque permite aprender diferentes perspetivas”, concluiu.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




