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Banco Mundial alerta: produção de bens não petrolíferos é fundamental

Banco Mundial alerta: produção de bens não petrolíferos é fundamental

Representante do Banco Mundial em Timor-Leste, Bernard Harborne. Foto da Tatoli/Egas Cristóvão.

DÍLI, 25 de agosto de 2023 (TATOLI) – A produção de bens não-petrolíferos cresceu cerca de 4%, no ano passado, em comparação com o ano de 2021. Este crescimento deveu-se, diz um relatório do Banco Mundial, a um aumento substancial do investimento interno naquele tipo de produtos e a um incremento do consumo público. O mesmo relatório, todavia, aponta que a participação do setor privado na produção de bens não-petrolíferos ainda é insuficiente. Ainda assim, estima-se que a economia do país aumente, naquele ramo de atividade, quase 2,5%, diz o mesmo relatório.  

Na comparação com outras economias da região e dadas as potencialidades de Timor-Leste,  o Representante do Banco Mundial no país, Bernard Harborne, considera aquela taxa de crescimento incapaz de ter um impacto significativo na economia do país. Bernard Harborne defende que o Executivo timorense deve diversificar a economia do país, “uma vez que esta não está a crescer suficientemente rápido para criar um número de empregos necessários para os jovens”.

Para Bernard Harborne, o Governo deveria focalizar-se em investir em áreas-chave como o turismo mas, sobretudo, na agricultura. A propósito desta, o dirigente alertou que “nos últimos dez a vinte anos, cada vez menos terra tem sido utilizada para o cultivo de arroz, de milho e de café”, recomendando o investimento em pequenos subsetores da agricultura para diversificar a produção.

“Note-se que cerca de 70% da população vive em áreas rurais, por isso, o Executivo, os parceiros de desenvolvimento e o setor privado devem investir nestas zonas, devem motivar os agricultores a desenvolver terras abandonadas, mas isso não pode ser feito sem investimento”, disse o responsável, à margem de um briefing para jornalistas, no Arquivo e Museu da Resistência Timorense, em Díli.

O dirigente deseja que o Executivo timorense aloque no Orçamento de Estado uma verba suficiente para setores produtivos não petrolíferos, que permitam o investimento em despesas de capital, em fertilizantes e na aquisição de equipamentos. Para Bernard Harborne, a cooperação entre o Governo e parceiros de desenvolvimento é fundamental para que se consiga apoiar de forma efetiva os agricultores no aumento da produção, contribuindo assim para a segurança alimentar no país.

O Representante do Banco Mundial em Timor-Leste alertou que o país “vai enfrentar uma estação seca e os agricultores precisam de ter apoio do Governo. É necessário desenvolver o setor produtivo no país”, especificamente o não petrolífero e aconselhou que, neste processo, é preciso envolver “o Ministério da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas e o Ministério das Finanças”.

Notícia relevante: PIB não-petrolífero subiu 3,9% em 2022

Jornalista: Afonso do Rosário

 Editora: Isaura Lemos de Deus

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