DÍLI, 22 de dezembro de 2022 (TATOLI) – A Fatin Hakmatek, organização não-governamental (ONG) que promove um programa de Recuperação Psicossocial & Desenvolvimento em Timor-Leste (PRADET, em inglês) registou, entre janeiro e dezembro deste ano, cerca de 400 vítimas de violência doméstica só nos municípios de Aileu, Díli, Ermera e Liquiçá.
A Coordenadora do programa da PRADET, Luísa dos Reis Marçal, explicou que a pobreza económica e as redes sociais são dois dos fatores que mais contribuíram para a violência doméstica e, muitas vezes, consequente divórcio.
Segundo a coordenadora, o PRADET trabalha em parceria com a ONG Alfela e com o Programa de Monitorização do Sistema Judiciária para proporcionarem assistência jurídica às vítimas de violência no seio doméstico.
“Fornecemos assistência humanitária ou pequenas doações monetárias às vítimas de modo a estas poderem ter oportunidades de se autonomizarem economicamente”, referiu a dirigente a Tatoli, em Perunas, Díli.
A responsável apela a todas as vítimas que denunciem casos de violência doméstica ao PRADET ou às autoridades competentes como primeiro passo para obterem assistência.
De acordo com a PRADET, a organização reporta vários casos de violência doméstica, dando como exemplo a agressão física e psicológica, incluindo violação sexual, o abandono, entre outros atos que violam a dignidade das vítimas.
A PRADET possui um apoio financeiro de doadores internacionais através do Programa Nabilan, desde 2000, para proteger as vítimas de violência doméstica, nas suas várias formas.
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Isaura Lemos de Deus




