Rotary ASEAN quer apoiar educação infantil e formação de jovens em Timor-Leste

DÍLI, 30 de outubro de 2026 (TATOLI) – Na sequência da adesão de Timor-Leste à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), a Rotary ASEAN pretende desenvolver projetos humanitários no país, com destaque para a educação na primeira infância, a construção da paz e a capacitação dos jovens, apostando no desenvolvimento do capital humano.
A intenção foi manifestada pelo Secretário-Geral da Rotary ASEAN, Jimmy Ooi, após um encontro com o Presidente da República, José Ramos-Horta, no Palácio Presidencial, em Díli, durante o qual apresentou as iniciativas da organização e reafirmou a sua disponibilidade para cooperar com Timor-Leste.
“Com a entrada de Timor-Leste na ASEAN, estamos a integrar o país na nossa organização para desenvolver o primeiro projeto humanitário da Rotary ASEAN nesta nova região, centrado na educação na primeira infância”, afirmou Jimmy Ooi.
A Rotary ASEAN é uma plataforma regional de cooperação que reúne clubes e membros do movimento internacional Rotary nos países do Sudeste Asiático, promovendo projetos humanitários e sociais nas áreas de educação, saúde, formação de jovens, desenvolvimento comunitário e construção da paz.
Segundo o responsável, a rede integra cerca de 1.600 clubes e mais de 42 mil membros nos países da região, o que permite mobilizar recursos e desenvolver iniciativas junto das comunidades.
O dirigente explicou ainda que a organização já promoveu um programa de construção da paz dirigido aos jovens da ASEAN, iniciado em janeiro de 2025, cuja segunda edição está prevista para o próximo ano.
Acrescentou que a cooperação com o país poderá abranger também a formação profissional, a saúde e a capacitação técnica, com o objetivo de proporcionar a jovens timorenses competências que lhes permitam aproveitar as oportunidades de desenvolvimento na região e no mundo.
“Como país jovem, Timor-Leste precisa de garantir que os seus jovens dispõem das ferramentas e da formação adequadas para encontrar o seu lugar no mundo e na ASEAN”, referiu.
Jimmy Ooi sublinhou ainda que o investimento no capital humano constitui uma das prioridades do organismo, que pretende contribuir também para o desenvolvimento do pilar sociocultural da ASEAN.
“Não estamos apenas a falar do amanhã, mas dos próximos 50 ou cem anos. Queremos uma região forte, e isso só será possível se trabalharmos juntos como uma família unida”, concluiu.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus

