Sismo de magnitude 7,0 na China provoca 16 mortos e 54 feridos

DÍLI, 23 de outubro de 2026 (TATOLI) – Pelo menos 16 pessoas morreram e outras 54 ficaram feridas na sequência de um sismo de magnitude 7,0 que atingiu, na noite de quinta-feira, o condado de Baqen, na cidade de Nagqu, na Região Autónoma do Xizang, no sudoeste da China.
O abalo sísmico ocorreu às 22h33 e provocou danos materiais significativos, obrigando à retirada de mais de 12 mil residentes das zonas consideradas de risco, segundo as autoridades locais.
Até às 07h de sexta-feira, 11 dos feridos encontravam-se em estado grave, enquanto os restantes 43 apresentavam ferimentos ligeiros. Mais de 330 habitações ficaram destruídas, estando ainda em curso a avaliação dos prejuízos causados pelo sismo.
Na sequência do desastre, o comité regional de prevenção, redução e assistência em caso de catástrofe ativou hoje o nível III de resposta de emergência. Por sua vez, a sede do Conselho de Estado para a resposta a sismos e o Ministério da Gestão de Emergências elevaram o nível de resposta nacional de IV para III, com o objetivo de reforçar as operações de socorro.
O apoio de emergência começou a chegar hoje às áreas afetadas. Entre os recursos disponibilizados encontram-se mil unidades habitacionais pré-fabricadas, mais de 3.200 tendas e cerca de 2.800 camas dobráveis, além de edredões, fogões, vestuário e outros bens essenciais.
As operações de assistência decorrem, contudo, em condições meteorológicas adversas. A região em redor do epicentro situa-se a uma altitude média superior a 4.800 metros, onde as temperaturas poderão descer até aos nove graus Celsius negativos nos próximos três dias.
As autoridades meteorológicas locais preveem ainda queda de neve intermitente no sábado, em três municípios próximos do epicentro, uma situação que poderá dificultar os trabalhos de socorro e a assistência aos afetados.
As autoridades continuam a acompanhar a situação no terreno, enquanto prosseguem as operações de emergência e a avaliação dos danos provocados pelo sismo.
Fonte: Xinhua

