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Lançado Plano Nacional de Médio Prazo 2027-2030 com foco na diversificação económica e criação de emprego

O Primeiro-Ministro (PM), Xanana Gusmão, discursou no lançamento do PMD 2027-2030 e do Relatório de Progresso da Monitorização do PED 2011-2024. Foto da Tatoli/António Daciparu

DÍLI, 1 de outubro de 2026 (TATOLI) – O Governo lançou hoje, no Ministério das Finanças, o Plano Nacional de Médio Prazo (PMP) 2027-2030 e o Relatório de Progresso da Monitorização do Plano Estratégico de Desenvolvimento (PED) 2011-2024.

A cerimónia, realizada sob o tema Reforçar o Planeamento Estratégico para um Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, foi presidida pelo Primeiro-Ministro (PM), Xanana Gusmão, e assinalou o início da fase final de implementação do PED 2011-2030, com a definição das prioridades e metas de desenvolvimento para os próximos quatro anos.

Aprovado pelo Conselho de Ministros a 2 de setembro, o PMP 2027-2030 define dez prioridades nacionais e estrutura a ação do Governo em quatro pilares: diversificação económica; infraestruturas; desenvolvimento social e do capital humano; e desenvolvimento institucional. Estas prioridades serão acompanhadas diretamente pelo Conselho de Ministros e deverão orientar os orçamentos anuais.

Na cerimónia, o Chefe do Governo afirmou que os dois documentos representam “um momento nacional de prestação de contas e de renovação de um compromisso político”, reafirmando a visão definida em 2011 e o compromisso de concluir a fase final do PED com disciplina e unidade.

O Relatório avaliou 199 metas de curto e médio prazos nos principais setores do PED. Destas, 106, correspondentes a 53,3%, foram concluídas ou atingiram uma fase avançada de implementação, 43% registaram execução parcial e cerca de 3% apresentaram um nível de execução limitado. Entre os resultados alcançados destacam-se, entre outros, a cobertura da vacinação infantil e a expansão do acesso à eletricidade.

O Relatório identifica também áreas em que os resultados permanecem abaixo dos objetivos definidos, nomeadamente a criação de emprego.

“Ainda há demasiados jovens timorenses com dificuldades em encontrar trabalho. Ainda há demasiada atividade económica que depende do Estado. E grande parte do que consumimos é importada, em vez de ser produzida em Timor-Leste”, afirmou o Chefe do Governo, que apontou a construção de “uma economia forte e produtiva” como a fase seguinte do desenvolvimento nacional.

Neste sentido, o PMP estabelece como objetivo alcançar um crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) não petrolífero de 6% até 2030 e de 7,5% após 2030.

O documento prevê ainda a criação de entre cinco e sete mil postos de trabalho no setor privado por ano e o aumento da quota do setor no investimento total em 15 a 20 pontos percentuais do PIB não petrolífero.

O Plano inclui medidas para alargar o acesso ao financiamento, como um regime de garantia de crédito e um mecanismo de financiamento misto, destinados a gerar 40 milhões de dólares americanos em empréstimos adicionais para micro, pequenas e médias empresas. Estão também previstas parcerias público-privadas nos setores da habitação, das infraestruturas digitais e das energias renováveis, bem como a criação do Banco Nacional de Desenvolvimento.

O PM destacou ainda o papel do setor privado nesta nova fase de desenvolvimento: “Precisamos agora que as empresas timorenses produzam mais, invistam mais e empreguem mais pessoas. Precisamos também de investimento estrangeiro responsável que traga capital, competências e acesso aos mercados”, referiu.

Apesar de a adesão de Timor-Leste à Associação das Nações do Sudeste Asiático e à Organização Mundial do Comércio permitir ampliar o acesso das empresas timorenses aos mercados internacionais, Xanana Gusmão considera que “a adesão, por si só, não transformará a economia”. Defende, por isso, a necessidade de desenvolver empresas capazes de competir, produzir bens e serviços e criar emprego no país.

O Chefe do Executivo concluiu que a execução do Plano deverá ser avaliada pelos resultados concretos para a população. “O povo não avaliará o sucesso pelo número de metas apresentadas nas suas tabelas. Avaliá-lo-á pelas mudanças que ocorrerem nas suas vidas”, concluiu.

Equipa da Tatoli

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