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Timor-Leste apresenta prioridades no Belt and Road Summit

Foto:MCI

DÍLI, 15 de setembro de 2026 (TATOLI) – O Ministro do Comércio e Indústria, Filipus Nino Pereira, participou, na 11.ª edição do Belt and Road Summit, realizada entre 9 e 10 de setembro, em Hong Kong, onde apresentou as prioridades de Timor-Leste para a diversificação económica, a integração regional e a atração de investimento.

O encontro, promovido conjuntamente pelo Governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong e pelo Hong Kong Trade Development Council (HKTDC), decorreu no Centro de Convenções e Exposições de Hong Kong, sob o tema Promover um Desenvolvimento de Alta Qualidade – Iniciar uma Nova Etapa.

A iniciativa reuniu representantes governamentais e empresariais de mais de 70 países e regiões, contando com mais de 6.200 participantes.

Os debates incidiram sobre comércio, investimento e cooperação económica, com destaque na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), Ásia Central e Médio Oriente.

No primeiro dia, Filipus Nino Pereira integrou um diálogo político subordinado ao tema Construir Sistemas Resilientes de Comércio e Investimento num Contexto Global Diversificado. A sessão foi presidida pelo Secretário para o Comércio e Desenvolvimento Económico de Hong Kong, Algernon Yau, e contou com representantes do Bangladesh, Cazaquistão, Sri Lanka, Qatar e Tailândia.

Na sua intervenção, o ministro destacou os desafios que as mudanças no comércio e no investimento internacionais colocam às pequenas economias e aos países em desenvolvimento, incluindo tensões geopolíticas, problemas nas cadeias de abastecimento, alterações climáticas e transformação digital.

Neste enquadramento, Filipus Nino Pereira apresentou como prioridades de Timor-Leste a criação de uma economia mais diversificada, competitiva e resiliente, bem como o reforço das instituições, das empresas e dos recursos humanos para aumentar a participação nos mercados regional e internacional.

O governante sublinhou ainda que a integração de Timor-Leste na ASEAN constitui uma oportunidade para fortalecer a participação do setor privado nacional no mercado regional.  “Para nós, a ASEAN não significa apenas o acesso a um grande mercado, mas também preparar as nossas pessoas, instituições e empresas para participarem ativamente”, afirmou o governante num comunicado a que a Tatoli teve acesso.

A intervenção destacou igualmente a necessidade de se melhorar as condições das micro, pequenas e médias empresas, facilitando o acesso ao financiamento, à tecnologia, à informação de mercado, aos padrões de qualidade, às ferramentas digitais e às redes empresariais regionais. Defendeu também o aumento do valor da produção nacional nos setores da agricultura, pescas e recursos naturais.

Relativamente ao investimento externo, o governante defendeu que o investimento de qualidade deve criar empregos, transferir tecnologia e conhecimentos, reforçar as empresas locais e contribuir para o desenvolvimento do país.

Filipus Nino Pereira referiu também os preparativos de Timor-Leste para assumir a Presidência da organização em 2029 e apresentou oportunidades de investimento em áreas como infraestruturas, tecnologia, hotelaria e turismo e processamento de alimentos. O ministro convidou ainda representantes do setor privado de Hong Kong a participar no ASEAN Trade Forum, previsto para novembro, em Díli.

A 11.ª edição do Belt and Road Summit apresentou mais de 300 projetos de investimento, promoveu mais de 800 reuniões individuais de aproximação empresarial e facilitou assinatura de mais de 60 acordos. Segundo o HKTDC, os projetos representaram um valor global superior a 5,4 mil milhões de dólares americanos.

Equipa da Tatoli

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