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OMS alerta para desafios comuns da Saúde no Sudeste Asiático

Está a decorrer até ao dia 10 de setembro, em Díli, a 79.ª Sessão do Comité Regional da OMS para o Sudeste Asiático. Foto da Tatoli/António Daciparu

DÍLI, 7 de setembro de 2026 (TATOLI) – Alterações climáticas, aumento dos casos de dengue, doenças não transmissíveis e transformação digital constituem alguns dos principais desafios que exigem maior cooperação entre os países do Sudeste Asiático.

As áreas problemáticas foram destacadas hoje pelo Ministro da Saúde e dos Meios de Comunicação Social do Sri Lanka, Nalinda Jayatissa, e pelo responsável interino do Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Sudeste Asiático, Nilesh Buddha, durante a abertura da 79.ª Sessão do Comité Regional da OMS para o Sudeste Asiático.

O evento decorre entre 7 e 10 de setembro, em Díli, reunindo ministros da Saúde, chefes de delegação e representantes dos Estados-Membros da região.

Na sua intervenção, Nalinda Jayatissa afirmou que os países enfrentam desafios comuns, apesar das diferenças geográficas, populacionais, económicas e entre os sistemas de saúde.

Entre os desafios identificados estão o envelhecimento da população, o aumento das doenças não transmissíveis, a persistência e o surgimento de doenças infeciosas, as alterações climáticas, as emergências de saúde e a rápida transformação tecnológica.

O governante cingalês alertou particularmente para o impacto das alterações climáticas na saúde, referindo que inundações, deslizamentos de terras, fenómenos meteorológicos extremos, água insegura e interrupções dos serviços essenciais estão a exercer uma pressão crescente sobre as comunidades e os sistemas de saúde.

Nalinda Jayatissa defendeu uma ação regional mais forte para preparar as unidades de saúde, reforçar os sistemas de alerta e resposta precoce, proteger os serviços essenciais e melhorar a preparação para emergências relacionadas com o clima. A dengue foi igualmente identificada como uma preocupação regional, devido aos surtos recorrentes e à crescente pressão exercida sobre os sistemas de saúde.

O ministro apelou a uma ação regional coordenada e multissetorial para reforçar a prevenção e o controlo da doença, destacando também os impactos do ambiente digital na saúde, na segurança e no bem-estar das crianças e dos adolescentes.

Nalinda Jayatissa defendeu maior cooperação regional e mecanismos adequados para trabalhar com as plataformas de redes sociais e de tecnologia, com o objetivo de promover ambientes digitais mais seguros para os mais jovens.

Por sua vez, Nilesh Buddha destacou a importância de acelerar os progressos para a cobertura universal de saúde e para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados com a saúde. Apontou ainda como prioridades o combate à tuberculose, o acesso equitativo a dispositivos médicos e meios de diagnóstico, o reforço da resiliência das unidades de saúde perante as alterações climáticas e a utilização da saúde digital e da Inteligência Artificial.

Segundo o responsável, a inovação tecnológica deve ser acompanhada por mecanismos de governação, regulamentação e cooperação que garantam equidade, confiança e melhores resultados na saúde.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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