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Cimeira de Ciência defende transformação do conhecimento em ações para desenvolvimento

O segundo dia da Cimeira de Ciência para o Desenvolvimento no Centro de Convenções de Díli. Foto da Tatoli/António Daciparu

DÍLI, 25 de agosto de 2026 (TATOLI) – O segundo dia da Cimeira de Ciência para o Desenvolvimento centrou-se no papel da juventude, da inovação científica e das parcerias institucionais na promoção do desenvolvimento sustentável em Timor-Leste.

O evento, que decorre no Centro de Convenções de Díli, é uma iniciativa do Presidente da República, José Ramos-Horta.

O Vice-Primeiro-Ministro, Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos e Ministro do Turismo e Ambiente, Francisco Kalbuadi Lay. Foto da Tatoli/António Daciparu

Ao intervir na sessão, o Vice-Primeiro-Ministro, Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos e Ministro do Turismo e Ambiente, Francisco Kalbuadi Lay, afirmou que o principal resultado da cimeira deve ser a capacidade de transformar o conhecimento científico em ações concretas que respondam aos desafios do país.

“O verdadeiro valor da cimeira resultará daquilo que aprendemos, das relações que construímos e daquilo que conseguirmos fazer de forma diferente depois de hoje”, disse, acrescentando que o conhecimento só se torna valioso para o desenvolvimento quando é convertido em ação.

O Vice-Primeiro-Ministro salientou que o Governo tem criado programas que proporcionam aos cidadãos, particularmente aos jovens, oportunidades de frequentarem o ensino superior em universidades qualificadas dos países da Associação das Nações do Sudeste Asiático e de outras regiões.

Segundo Kalbuadi Lay, o investimento na educação e no desenvolvimento do capital humano deve, contudo, ser acompanhado pela capacidade de aplicar esse conhecimento na resolução dos problemas nacionais.

O governante destacou igualmente a participação de estudantes na cimeira, considerando que o envolvimento da comunidade académica é essencial para aproximar a ciência das necessidades de desenvolvimento do país.

Os participantes da Cimeira de Ciência para o Desenvolvimento. Foto da Tatoli/António Daciparu

O segundo dia começou com a intervenção principal do Secretário-Geral do Conselho Muçulmano de Anciãos, Mohamed Abdelsalam, subordinada ao tema Ciência para a Paz: Por que razão a fraternidade humana deve estar na base da inovação.

O programa incluiu ainda painéis de alto nível sobre “Segurança, Confiança e o Mundo Digital”, “Computação, Inteligência Artificial (IA) e Desenvolvimento” e “Ensino da Ciência nos Países em Desenvolvimento”.

A juventude esteve igualmente no centro dos trabalhos, através da sessão de diálogo intitulada “Carreiras Científicas em Todo o Mundo”, dedicada às oportunidades e aos percursos profissionais na área da ciência.

Os participantes da Cimeira de Ciência para o Desenvolvimento. Foto da Tatoli/António Daciparu

Em paralelo, realizaram-se workshops e sessões sobre transformação agrícola em contextos frágeis, investigação e saúde, proteção social e programas comunitários, análise de políticas públicas, desglobalização e conflitos globais, contributo da física para o desenvolvimento sustentável e temas relacionados com a Organização Mundial de Saúde.

As discussões abordaram ainda questões relativas à confiança no mundo digital e à IA, procurando identificar oportunidades e desafios associados à utilização da ciência e da tecnologia no processo de desenvolvimento.

Notícia relacionada: Timor-Leste acolhe Cimeira Internacional de Ciência para o Desenvolvimento

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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