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ONU pede 148 milhões de dólares para resposta ao sismo na Colômbia

REUTERS/Sergio Acero

DÍLI, 24 de agosto de 2026 (TATOLI) – A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, esta sexta-feira, o plano de resposta ao sismo na Colômbia, apelando à mobilização de 148 milhões de dólares americanos para ações de emergência.

Segundo dados oficiais do Governo, 319 pessoas morreram e cerca de 280 mil foram afetadas pelo sismo, que destruiu mais de 31 mil casas. Também sofreram danos escolas, centros comunitários e unidades de saúde.

A equipa humanitária da ONU na Colômbia salientou que, do montante solicitado, 82 milhões de dólares se destinam às prioridades máximas, com foco no apoio a 127 mil em situação de elevada vulnerabilidade.

As necessidades mais urgentes incluem assistência na área da saúde, bem como alimentação e nutrição, alojamento, água, saneamento e higiene, educação de emergência e proteção.

O sismo, ocorrido há 11 dias, agravou uma situação humanitária complexa no país. Milhares de famílias enfrentavam dificuldades devido ao conflito armado e ao acesso limitado a serviços básicos, especialmente nas zonas rurais e na costa do Pacífico, onde se situou o epicentro do sismo.

O representante do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Jens Laerke, explicou, numa conferência de imprensa, que o apelo constitui um aditamento ao plano de resposta humanitária já existente no país. Este plano anual envolve um orçamento de cerca de 472 milhões de dólares, atualmente financiado em 62%.

O representante do OCHA informou que a ONU já recebeu 35 milhões de dólares de doadores para a resposta ao sismo. Além disso, o Fundo Central de Resposta a Emergências disponibilizou cinco milhões de dólares para intervenções imediatas.

Laerke acrescentou que, pouco depois da ocorrência do sismo, o OCHA recebeu um pedido do Governo colombiano dirigido à equipa humanitária sediada em Bogotá, solicitando apoio, mobilização de recursos e coordenação dos esforços.

As equipas humanitárias da ONU respondem às necessidades imediatas mesmo antes da conclusão de um plano de resposta, uma vez que este depende de diversas avaliações que requerem tempo. As análises incluem o levantamento dos danos, a identificação das necessidades humanitárias, consultas com o Executivo e a mobilização de todos os intervenientes.

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Equipa da Tatoli

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