DÍLI, 24 de julho de 2026 (TATOLI) – Timor-Leste defendeu, no Debate Aberto do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a governação dos recursos naturais, que a forma como estes são geridos determina o seu impacto na paz, segurança e prosperidade dos países, destacando a experiência nacional na gestão transparente do Fundo Petrolífero.
A intervenção foi proferida pelo Representante Permanente de Timor-Leste junto da ONU, Dionísio Babo, durante o debate subordinado ao tema Governação dos recursos naturais: os alicerces da paz, segurança e prosperidade, que decorreu, esta quarta-feira, em Nova Iorque.
Na sua declaração, o Embaixador salientou que os recursos naturais não constituem, por si só, uma causa de conflito nem uma garantia de prosperidade. Segundo Dionísio Babo, a gestão transparente e responsável do Fundo Petrolífero tem contribuído para reforçar a confiança pública, reduzir os riscos de instabilidade e demonstrar que a boa governação é fundamental para a paz e para o desenvolvimento sustentável.
O diplomata destacou igualmente a resolução pacífica da disputa sobre as fronteiras marítimas com a Austrália, alcançada através do diálogo e do recurso ao direito internacional. Para o país, este processo demonstra que os diferendos relacionados com recursos naturais podem ser resolvidos de forma cooperativa e pacífica.
Durante a intervenção, foi ainda sublinhada a importância da transparência, da diplomacia preventiva e do respeito pelo direito internacional como instrumentos essenciais para prevenir conflitos e fortalecer a confiança entre os Estados.
Dionísio Babo defendeu também que os benefícios gerados pelos recursos naturais devem ser distribuídos de forma justa, através de mecanismos de governação inclusivos que envolvam as comunidades locais, as mulheres, os jovens e os povos indígenas.
O diplomata alertou ainda para a crescente relevância da proteção ambiental na promoção da paz, considerando que as alterações climáticas estão a intensificar a competição pelos recursos naturais em várias regiões do mundo.
A concluir, o Embaixador reiterou que são as instituições sólidas, a boa governação e as escolhas políticas responsáveis, e não os recursos naturais em si, que determinam o percurso de uma nação rumo à paz, à prosperidade e à dignidade humana.
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