SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, 19 de julho de 2026 (TATOLI) – Os são-tomenses deslocaram-se este domingo às urnas para eleger o próximo Presidente da República, num processo eleitoral que decorreu sob forte dispositivo de segurança e com acompanhamento de missões nacionais e internacionais de observação eleitoral, entre as quais a Missão de Observação Eleitoral (MOE) do g7+.
As assembleias de voto abriram às 07h00, conforme previsto pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN). Nas primeiras horas da votação, a Tatoli constatou uma afluência moderada de eleitores na maioria dos centros de votação visitados nos distritos de Água Grande, Cantagalo, Caué, Lembá, Lobata e Me-Zóchi, sem registo de longas filas de espera.

Antes da receção dos primeiros eleitores, os membros das mesas cumpriram os procedimentos legais, abrindo as urnas na presença dos delegados dos candidatos presidenciais e dos observadores eleitorais internacionais, demonstrando que as caixas de voto se encontravam vazias.
O Chefe da MOE do g7+, o Comissário Floyd Oxley Sayor, considerou que os procedimentos iniciais decorreram de acordo com as normas estabelecidas pela CEN, destacando a transparência na abertura das urnas.
“O procedimento foi bom e aceite internacionalmente pela forma como o processo de votação foi realizado. A urna estava totalmente vazia e as caixas de voto são também transparentes”, afirmou Floyd Oxley Sayor.
Segundo o responsável da missão, o processo de votação decorreu de forma calma e pacífica, com uma circulação rápida dos eleitores nos centros de votação.
“As filas estão a avançar rapidamente e os nomes dos eleitores estão a ser chamados para confirmar se constam na lista eleitoral”, explicou.

Durante a observação, Floyd Oxley Sayor destacou igualmente o apoio prestado aos eleitores com necessidades especiais, incluindo pessoas com deficiência, idosos e cidadãos que necessitavam de assistência durante o processo de votação.
“Observámos pessoas com deficiência a serem ajudadas, incluindo pessoas com deficiência visual, e também idosos a receberem assistência. O processo está a decorrer bem e esperamos que continue assim até ao fim”, disse.
Durante a votação, cada eleitor apresentou o cartão de eleitor ou o Bilhete de Identidade para confirmação dos dados, recebendo posteriormente o boletim de voto. Após escolher o candidato na cabine de votação, o eleitor regressou à mesa para receber a tinta de identificação.
Ao contrário do sistema eleitoral utilizado em Timor-Leste, o boletim de voto é colocado na urna por um membro da mesa e não pelo próprio eleitor. Cada centro de votação contou com, pelo menos, dois agentes da Polícia Nacional e dois militares para garantir a segurança, a ordem pública e o normal funcionamento do processo eleitoral.

A Tatoli verificou ainda que, em alguns centros de votação, as cabines estavam instaladas em espaços exteriores ou pátios amplos, mantendo-se as condições necessárias para assegurar o segredo do voto.
O processo eleitoral atribuiu prioridade aos idosos, pessoas com deficiência, mulheres grávidas e mães com bebés, permitindo-lhes exercer o direito de voto com maior facilidade.
A MOE do g7+ acompanhou a abertura das assembleias de voto, a votação durante o dia e prosseguiu a observação da fase de contagem dos votos.
Durante o apuramento, apenas os observadores eleitorais internacionais e os delegados dos candidatos presidenciais acompanharam diretamente o processo.
A MOE do g7+ dividiu os seus observadores em duas equipas para acompanhar o processo eleitoral nos distritos de Água Grande, Cantagalo, Caué, Lembá, Lobata e Me-Zóchi, com o objetivo de avaliar a transparência, a credibilidade e a integridade das eleições presidenciais.
Notícia relacionada: Várias Missões de Observação Eleitoral internacionais avaliam preparação para presidenciais em São Tomé e Príncipe
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




