DÍLI, 20 de julho de 2026 (TATOLI) – A Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançou um apelo internacional de 98 milhões de dólares americanos para financiar a resposta humanitária às consequências dos sismos que atingiram a Venezuela no mês passado.
O objetivo da iniciativa é apoiar as famílias afetadas e acelerar a recuperação das comunidades mais atingidas.
Segundo a organização, o financiamento permitirá implementar um plano de resposta ao longo dos próximos 12 meses, assegurando alojamento seguro e digno, assistência humanitária essencial e apoio à reconstrução das infraestruturas e dos serviços básicos.
De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), milhares de infraestruturas foram danificadas, incluindo dezenas de escolas, comprometendo o acesso da população a cuidados de saúde, água potável e transportes.
A Chefe da missão da OIM na Venezuela, Lia Poggio, afirmou que, apesar da resiliência demonstrada pela população, a recuperação exigirá um esforço prolongado e o apoio continuado da comunidade internacional.
“Este apelo ajudará a garantir que as famílias recebam a assistência de que necessitam, incluindo um local seguro onde permanecer, ao mesmo tempo que permitirá às comunidades reconstruir os serviços essenciais e criar as condições para uma recuperação segura e sustentável”, afirmou a responsável.
Desde o início da emergência, a OIM já prestou assistência a cerca de seis mil pessoas acolhidas em centros sob a sua coordenação e realizou mais de dez mil atendimentos, que incluíram alojamento temporário, cuidados de saúde e apoio na área da proteção.
O plano de resposta concentra-se em setores considerados prioritários, nomeadamente o alojamento, a gestão dos centros de acolhimento, a recuperação inicial e os cuidados de saúde, procurando responder às necessidades imediatas da população e apoiar o regresso gradual à normalidade.
A OIM tem igualmente trabalhado em estreita colaboração com as autoridades venezuelanas, com agências da ONU e com parceiros humanitários na gestão dos centros de acolhimento, na prestação de assistência médica e de proteção e no encaminhamento das famílias deslocadas para serviços essenciais.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5, registados a 24 de junho, bem como as réplicas subsequentes, causaram elevados danos nos estados de La Guaira, Miranda, Carabobo, Aragua e Falcón.
De acordo com a imprensa local, até 18 de julho, o número de vítimas mortais ascendia a 5.100, após o registo de mais 50 mortes.
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Equipa da Tatoli




