DÍLI, 25 de maio de 2026 (TATOLI) – O Primeiro-Ministro (PM), Xanana Gusmão, reafirmou a ambição do país de se tornar um exemplo internacional da economia azul no Sudeste Asiático, através da proteção dos recursos marinhos, da cooperação internacional e do desenvolvimento sustentável baseado no oceano.
A declaração foi feita durante a Reunião dos Parceiros de Timor-Leste, realizada hoje no salão do Ministério das Finanças, em Díli.
Na sua intervenção, Xanana Gusmão lembrou que o Governo aprovou, em fevereiro, a Política e Plano de Ação para a Promoção de uma Economia Oceânica Resiliente e Sustentável, considerada o principal roteiro nacional para o desenvolvimento da economia azul.
Segundo o governante, Timor-Leste pretende promover investimentos nos setores ligados ao mar, reforçar a segurança marítima, desenvolver os recursos humanos nacionais e implementar programas de educação e literacia oceânica para formar uma “geração azul”.
O PM sublinhou ainda que a posição estratégica de Timor-Leste no Triângulo Coral confere ao país uma responsabilidade acrescida na proteção da biodiversidade marinha mundial.
“Estamos no coração do Triângulo Coral, uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Esta posição representa também uma responsabilidade de proteger e preservar o oceano”, disse.
Xanana Gusmão alertou igualmente para ameaças como as alterações climáticas, a subida do nível do mar, a poluição e a pesca ilegal, defendendo o reforço das parcerias científicas internacionais e a realização de estudos sobre biodiversidade marinha.
O Chefe do Governo destacou também que a integração plena de Timor-Leste na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), formalizada na 47.ª Cimeira da organização, em Kuala Lumpur, constitui um marco histórico para o país.
Segundo afirmou, a ASEAN representa uma plataforma estratégica para reforçar a integração económica, atrair investimento e promover a estabilidade regional.
No entanto, advertiu que a região enfrenta desafios crescentes devido às tensões geopolíticas, à insegurança alimentar, à criminalidade transnacional e às alterações climáticas.
“Estes fenómenos ameaçam vidas, meios de subsistência e fontes alimentares. Podem igualmente provocar deslocações populacionais e aumentar o risco de tensões sociais e conflitos”, afirmou.
O PM defende, por isso, maiores investimentos em adaptação climática, infraestruturas resilientes, sistemas de alerta precoce e modelos sustentáveis de desenvolvimento, considerando que a cooperação regional é essencial para reforçar a segurança e a estabilidade do bloco regional.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




