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BAD: Economia de Timor-Leste cresce cerca de 4% até 2027

BAD: Economia de Timor-Leste cresce cerca de 4% até 2027

Vendedores no Mercado de Taibessi. Foto da Tatoli/António Daciparu

DÍLI, 10 de abril de 2026 (TATOLI) – A economia de Timor-Leste deverá manter uma trajetória de crescimento estável nos próximos dois anos, com uma expansão média anual de cerca de 4% em 2026 e 2027, sustentada pelo consumo privado, pelo investimento público e privado e pelas expectativas económicas positivas, segundo um relatório do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD).

A projeção foi apresentada pela Diretora Nacional do BAD em Timor-Leste, Stefania Dina, à margem do lançamento do relatório Asian Development Outlook de abril de 2026, realizado hoje em Díli.

De acordo com o BAD, o crescimento económico atinge 3,8% em 2026 e poderá acelerar para 4,1% em 2027, num cenário que assume uma estabilização inicial do conflito no Médio Oriente, embora as previsões permaneçam sujeitas a incerteza.

O relatório destaca que a procura interna robusta continua a impulsionar a economia, apoiada por um aumento da despesa pública em projetos de capital, transferências, bens e serviços, bem como pelo crescimento do crédito bancário, pelas remessas dos emigrantes e pelas receitas do turismo.

Segundo Stefania Dina, uma maior integração de Timor-Leste na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), aliada a reformas internas, pode reforçar o crescimento económico a médio prazo, ao atrair investimento e dinamizar o comércio.

“Ao implementar os acordos económicos da ASEAN, acelerar as reformas e apoiar as pequenas e médias empresas com programas direcionados a investimento e comércio, Timor-Leste pode fortalecer o setor privado e criar mais oportunidades para a população”, afirmou.

No que diz respeito à inflação, o BAD prevê um aumento gradual, com uma média de 1,9% entre 2026 e 2027, impulsionado sobretudo pela subida dos preços das importações.

Por outro lado, o défice da conta corrente tende a alargar-se, refletindo o aumento das importações.

O relatório alerta ainda para vários riscos às perspetivas económicas do país, com destaque para o conflito no Médio Oriente, que pode manter elevados os preços internacionais do petróleo. Esta situação pode aumentar os custos das importações de combustível e outros bens, intensificando as pressões inflacionistas e limitando o crescimento económico.

Entre outros fatores de risco, o BAD aponta a vulnerabilidade a desastres naturais e a execução lenta de projetos públicos de investimento em infraestruturas.

 Notícia relevante: BAD prevê abrandamento económico na Ásia-Pacífico para 5,1% devido tensões no Médio Oriente

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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