DÍLI, 1 de abril de 2026 (TATOLI) – Timor-Leste está representado no Diálogo Ministerial de Alto Nível sobre Graduação Sustentável e Transição Suave, no âmbito da revisão de médio prazo do Programa de Ação de Doha para os Países Menos Desenvolvidos (PMD) 2022-2031, que decorre até ao dia 2, em Phnom Penh, no Camboja.
O Programa de Ação de Doha para os PMD 2022-2031 é um conjunto de compromissos e diretrizes acordados durante a 5.ª Conferência de PMD, realizada em Doha, Qatar, em março de 2023. O objetivo é apoiar o desenvolvimento sustentável de um grupo de 46 países que enfrentam desafios significativos como pobreza extrema, subdesenvolvimento económico, falta de infraestrutura, e vulnerabilidade a crises globais.
A delegação timorense é chefiada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Bendito Freitas, acompanhado pelo Embaixador de Timor-Leste no Camboja, Marcos da Costa, e pelo Presidente do Grupo dos PMD para as Alterações Climáticas, Adão Barbosa.
O evento é organizado pelo Governo do Camboja, em parceria com o Gabinete do Alto Representante das Nações Unidas para os Países Menos Desenvolvidos, Países em Desenvolvimento sem Litoral e Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, e com a Comissão Económica e Social das Nações Unidas para a Ásia e o Pacífico, reunindo representantes governamentais e parceiros de desenvolvimento da região Ásia-Pacífico.
Intervindo no evento, Bendito Freitas expressou o apreço do Governo timorense pela realização da iniciativa, sublinhando a importância da revisão de médio prazo do Programa de Ação de Doha como instrumento essencial de avaliação de progresso e de reforço das estratégias de apoio aos PMD.
Num comunicado a que a Tatoli teve acesso, o governante destacou que a revisão se centra na identificação de medidas práticas que garantam que os processos de transição conduzam a uma maior resiliência e sustentabilidade, num contexto global cada vez mais complexo e volátil.
Bendito Freitas afirmou ainda que, para Timor-Leste, “a transição não deve ser vista apenas como um marco formal, mas como uma oportunidade estratégica para consolidar as bases de uma economia mais diversificada, resiliente e inclusiva, em consonância com o Plano Estratégico de Desenvolvimento 2011-2030”.
Segundo a mesma fonte, durante a intervenção, o governante apresentou três prioridades fundamentais da experiência de Timor-Leste: o aprofundamento da transformação económica para assegurar um crescimento sustentável; o reforço das capacidades internas como elemento-chave para a sustentabilidade a longo prazo; e a promoção de parcerias previsíveis e alinhadas com as prioridades nacionais, de forma a garantir uma transição eficaz.
O documento refere ainda que os países em processo de transição continuam a enfrentar desafios estruturais, nomeadamente a limitada diversificação económica e os constrangimentos institucionais, sendo por isso, essencial o reforço do envolvimento com parceiros de desenvolvimento para apoiar o crescimento do setor produtivo, fortalecer as instituições e facilitar o acesso ao financiamento e à tecnologia.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editor: Rafael Ximenes Belo




