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Dia Internacional da Mulher: Ramos-Horta apela a ações concretas para garantir direitos das mulheres

Dia Internacional da Mulher: Ramos-Horta apela a ações concretas para garantir direitos das mulheres

O Presidente da República, José Ramos-Horta. Foto da Tatoli/António Daciparu

DÍLI, 8 de março de 2026 (TATOLI) – O Presidente da República (PR), José Ramos-Horta, apelou hoje à adoção de medidas concretas para se garantir os direitos, a justiça e a igualdade de oportunidades para mulheres e raparigas, sublinhando que o desenvolvimento de Timor-Leste depende da participação feminina na vida social, económica e política.

A afirmação foi feita numa mensagem dirigida ao povo timorense por ocasião do Dia Internacional da Mulher, assinalado hoje, sob o tema Direitos. Justiça. Ação. Para Todas as Mulheres e Raparigas.

Num comunicado a que a Tatoli teve hoje acesso, Ramos-Horta afirmou que os timorenses conhecem bem o verdadeiro significado de direitos, justiça e ação, lembrando que o povo lutou durante décadas pelo reconhecimento dos seus próprios direitos.

“Direitos sem justiça são apenas palavras escritas no papel, justiça sem ação é uma promessa vazia”, afirmou o Chefe de Estado, acrescentando que existe uma responsabilidade coletiva de garantir que os direitos de todas as mulheres e raparigas timorenses sejam plenamente concretizados.

O PR recordou que os direitos das mulheres incluem viver livres de violência, ter acesso à propriedade e participar ativamente na vida política e económica da nação. Referiu ainda que a justiça deve ultrapassar as instituições judiciais, defendendo que todas as raparigas, incluindo as que vivem em zonas rurais, devem ter acesso igual à educação. Segundo o Chefe de Estado, todas as mulheres, independentemente da sua condição social, devem ser protegidas pela lei.

Ramos-Horta destacou igualmente a importância do empoderamento económico das mulheres, através de iniciativas destinadas a apoiar pequenas e médias empresárias no fortalecimento dos seus negócios.

De acordo com o Chefe de Estado, uma mulher economicamente fortalecida torna-se um agente de mudança na comunidade, contribuindo para melhorar o rendimento familiar, a qualidade de vida e o desenvolvimento económico do país.

No que diz respeito à educação, o PR referiu a necessidade de se manter as raparigas na escola, lembrando que muitas abandonam os estudos por falta de condições de alojamento seguro. Informou ainda que está prevista a construção de residências estudantis femininas em Díli, com o apoio dos Emirados Árabes Unidos, de modo a garantir um espaço seguro e digno para jovens provenientes de zonas remotas que pretendam continuar os estudos na capital.

Para Ramos-Horta, a luta pelos direitos das mulheres está diretamente ligada à construção de uma paz justa e duradoura, defendendo que uma sociedade mais equilibrada e inclusiva beneficia todo o país.

“Neste Dia Internacional da Mulher, devemos ir além das promessas e tomar as medidas necessárias para que todas as mulheres e raparigas possam viver com dignidade, liberdade e paz”, concluiu.

Notícia relevante: Empoderamento das mulheres na educação é foco de conferência em Díli

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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