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Mari Alkatiri vai ser distinguido com Prémio Excelência Lusófona

Mari Alkatiri vai ser distinguido com Prémio Excelência Lusófona

– O ex-Primeiro-Ministro, Mari Alkatiri. Foto:DR

DÍLI, 6 de outubro de 2025 (TATOLI) – O ex-Primeiro-Ministro, Mari Alkatiri, será galardoado com o Prémio Excelência Lusófona, durante a 9.ª edição da Gala Prémios da Lusofonia, marcada para 11 de outubro, no Salão Preto e Prata, no Casino Estoril, em Portugal.

Os Prémios da Lusofonia são uma iniciativa que, desde 2017, homenageia anualmente, em Portugal, cidadãos da lusofonia que se distinguiram pela sua obra e carreira nas mais diversas atividades e áreas — desde a música, literatura, cidadania, artes plásticas, comunicação social, passando por teatro e cinema, educação, moda e estilismo, entre muitas áreas.

A Gala Prémios da Lusofonia, por sua vez, é um momento de celebração lusófona, da arte, da cultura e da cidadania em língua portuguesa, onde a diversidade — com personalidades galardoados de todos os países de expressão oficial portuguesa— e onde a paridade de género constituem pontos de honra.

O Prémio Excelência Lusófona distingue personalidades cujo percurso evidência impacto nacional e internacional, liderança e contribuição exemplar à comunidade lusófona.

“A outorga do Prémio Lusofonia 2025 – Prémio Excelência Lusófona a Mari Alkatiri, se afigura como um momento de especial relevo e assinalável justiça perante o mundo lusófono”, pode ler-se num comunicado a que a Tatoli teve hoje acesso.

Mari Alkatiri é formado em Direito pela Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique, exercendo funções académicas como docente de Direito Constitucional e Internacional na mesma instituição antes de regressar a Timor-Leste em 1999.

Durante o 1.º Governo Transitório, sob liderança das Nações Unidas, desempenhou funções ministeriais importantes e tornou-se Primeiro-Ministro em maio de 2002, cargo que ocupou até junho de 2006. Regressou ao cargo no 7.º Governo (2017–2018) e é Secretário-Geral da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente desde 2001, foi também distinguido com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, atribuída por Portugal em 2006.

“O seu legado e visão, demonstrados ativa e permanentemente, levaram a que fosse reconhecido como um dos fundadores da nação e um dos principais arquitetos da resistência e da construção do Estado timorense”, refere o documento.

De acordo com a mesma fonte, o percurso de Alkatiri é marcado pelo compromisso com o consenso nacional para além das fronteiras partidárias, pela aposta na juventude como motor de renovação política, pelo investimento numa economia sustentável, na diversificação produtiva e na transição energética, bem como pela promoção de uma democracia inclusiva e digna para todos os cidadãos.

“Este trajeto de serviço ao povo de Timor-Leste, bem como de entrega às causas mais nobres da democracia e do desenvolvimento entre as nações, fazem de Mari Alkatiri um político e um homem público da maior distinção timorense e lusófona”, conclui.

Na mesma categoria, será também homenageado Lopo Fortunato Ferreira do Nascimento, de Angola, reconhecido pelo seu papel como primeiro Chefe do Executivo angolano e pela excelência no serviço público.

Outros prémios a atribuir, entre outros, incluem: Prémio Carreira a ser atribuído a Murade Murargy, de Moçambique, em reconhecimento pela sua longa trajetória diplomática e pelo contributo significativo para o fortalecimento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O Prémio Cidadania Lusófona distinguirá Pedro Calado, de Portugal, pelo envolvimento em projetos sociais e ações de voluntariado que promovem o bem-estar coletivo e reforçam a solidariedade entre as nações lusófonas.

A Fundação Oriente será galardoada com o Prémio Língua Portuguesa, em reconhecimento pelo seu impacto cultural e educativo em Portugal e Macau e pela dedicação à promoção do português além-fronteiras.

Na categoria de Educação, o prémio vai para Valentino Viegas, de Goa, pela sua incansável dedicação ao ensino e à valorização da História como instrumento de identidade cultural.

Na área da Literatura, o escritor Germano Almeida, de Cabo Verde, pelo seu contributo notável para o enriquecimento da literatura lusófona. O Prémio Diplomacia Lusófona será atribuído a Fernanda Lichale, de Moçambique, em reconhecimento pela sua carreira diplomática marcada pela excelência e pela promoção das relações entre países lusófonos.

A jornalista Carla Adão, de Angola, receberá o Prémio Comunicação Social pelo seu percurso de destaque na televisão e no jornalismo internacional, elevando o nome da comunicação lusófona.

Na categoria de Música do Mundo, a cantora Yola Semedo, de Angola, será distinguida pela sua carreira internacional e pela promoção da música angolana no panorama global.

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Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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