DÍLI, 30 de setembro de 2025 (TATOLI) – O Ministério da Saúde (MS) prevê alocar 28 milhões de dólares americanos para a aquisição de vacinas entre 2026 a 2030.
A informação foi avançada pela Diretora Nacional de Saúde Infantil, Malena Gomes, durante a consulta pública sobre a Estratégia Nacional de Imunização 2026-2030, realizada no Hotel Timor, que contou com a participação de representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Aliança Global para Vacinas (GAVI), uma parceria público-privada criada para melhorar o acesso à imunização em países com baixos rendimentos. O documento ainda se encontra em fase de elaboração.
Segundo a dirigente, parte do montante será igualmente destinado à manutenção de equipamentos de armazenamento de vacinas. “A imunização não é algo novo, mas passa a ser uma das prioridades do ministério, pelo que é necessário definir uma estratégia inclusiva”, afirmou.
Por sua vez, o Vice-Ministro para o Fortalecimento Institucional da Saúde, José Magno, presente no evento, sublinhou que a vacinação é a intervenção de saúde pública mais económica da história da humanidade e representa a pedra basilar da cobertura universal de saúde.
“A Estratégia Nacional de Vacinação para 2026-2030 representa a nossa visão ousada para o futuro: um país onde nenhuma criança seja deixada para trás, onde as doenças evitáveis já não existam, não causem sofrimento nem mortes, e onde o nosso sistema de saúde não seja destruído, mas sim fortalecido e resiliente, capaz de prevenir e responder adequadamente a qualquer ameaça futura”, afirmou.
O governante agradeceu ainda o apoio contínuo dos parceiros internacionais, destacando a UNICEF, a OMS, o Departamento de Assuntos Estrangeiros e Comércio da Austrália, a Agência de Cooperação Internacional da Coreia e a GAVI.
Na mesma linha, o Representante de OMS em Timor-Leste, Arvind Mathur, defendeu que uma estratégia prática e realista é a forma mais eficaz de reforçar os serviços de imunização e de proteger todas as crianças timorenses.
Já Teija Vallandingham, responsável da UNICEF, lembrou que os programas de vacinação têm contribuído significativamente para proteger as crianças contra doenças graves como o sarampo, a poliomielite e o tétano.
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Jornalista: Ivonia da Silva
Editora: Isaura Lemos de Deus




