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Secretaria de Estado das Florestas prepara levantamento de dados de sândalo

Secretaria de Estado das Florestas prepara levantamento de dados de sândalo

Sândalo. Fotografia Tatoli/Francisco Sony.

DÍLI, 26 de agosto de 2025 (TATOLI) – A Secretaria de Estado das Florestas está a preparar um levantamento nacional de árvores de sândalo, com o objetivo de conhecer o verdadeiro potencial desta espécie de elevado valor económico.

O Secretário de Estado da tutela, Fernandino Vieira, destacou que o mapeamento é essencial para dispor de dados concretos e fiáveis, que servirão de base legal na avaliação dos benefícios e prejuízos associados ao sândalo.

“Sabemos que o sândalo tem um valor económico muito elevado e precisa de ser explorado de forma sustentável. Timor-Leste é rico nesta espécie, mas os dados disponíveis ainda são escassos. A recolha de dados vai permitir uma visão clara e atrair investidores para o setor florestal. Os trabalhos deverão começar ainda este mês e não em setembro como estava inicialmente previsto”, disse o governante à Tatoli, em Díli.

Fernandino Vieira explicou que a recolha de dados facilitará igualmente a gestão legal da espécie e os cidadãos que possuam plantações de sândalo poderão comercializá-lo de forma regulada.

“Apesar de o Governo proibir o corte ilegal, ainda se registam práticas ilícitas em algumas zonas fronteiriças. Com este mapeamento, vamos identificar o sândalo que cresce de forma natural, o que pertence às comunidades e o que está em plantações privadas. Para tal, contamos com a colaboração das autoridades locais e de técnicos especializados”, acrescentou.

O Secretário de Estado recordou que a maioria das árvores de sândalo foi plantada pela população nos seus terrenos, lembrando que, desde 2016, o Executivo tem investido na plantação desta espécie, nomeadamente em Atabae, Bobonaro, (175 hectares), em Zumalai, Covalima, (50 hectares), Oé-Cusse (um hectare) e em Tilomar, Covalima, (seis hectares). Contudo, a maioria das árvores ainda não atingiu idade suficiente para o corte.

Além do sândalo, o Governo também aposta noutras madeiras de interesse económico, como  o mogno e a teca, abrangendo 200 hectares nos municípios de Covalima e Viqueque. Anualmente, são alocados cerca de 30 mil dólares americanos para a manutenção das plantações.

“Este orçamento é usado para substituir árvores mortas, limpar áreas, criar viveiros, reparar cercas e apoiar as comunidades locais no cuidado das plantações, prevenindo que sejam destruídas ou queimadas”, explicou.

O governante acrescentou que o levantamento florestal em preparação consiste no registo detalhado do número, do estado e da distribuição das árvores de sândalo em todo o território. A iniciativa procura travar o declínio da espécie, explorada de forma excessiva no passado, garantindo a sua regeneração e a continuidade desta importante riqueza natural e económica para Timor-Leste.

Notícia relevante: Promover o cultivo de sândalo em Timor-Leste é o sonho de Maria Moreira

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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