DÍLI, 1 de maio de 2026 (TATOLI) – A Confederação do Sindicato de Trabalhadores de Timor-Leste (CSTL) considera que o plano do Governo de aumentar o salário mínimo de 115 para 154 dólares americanos é insuficiente, face ao aumento constante do custo de vida no país.
A posição foi apresentada pelo Presidente da CSTL, Almério Vila Nova, à margem de uma marcha realizada hoje pela confederação, juntamente com vários trabalhadores, desde a sua sede, em Bemori, até ao Palácio do Governo, no âmbito do Dia Mundial do Trabalhador, celebrado anualmente a 1 de maio.

O responsável defende que o salário mínimo deve ser superior a 200 dólares. “O montante definido pelo Governo é insuficiente para fazer face à inflação atual”, afirmou.
A CSTL compromete-se a continuar a reivindicar os direitos dos trabalhadores até que o Executivo defina um salário justo, que permita responder ao custo de vida no país e assegurar condições de vida dignas.
A Secretaria de Estado da Formação Profissional e Emprego e o Conselho Nacional do Trabalho tinham referido, ontem, que já finalizaram o projeto de lei relativo ao aumento do salário mínimo para 154 dólares. Segundo o Secretário de Estado da tutela, Rogério Mendonça, o documento deverá ser apresentado ao Conselho de Ministros na próxima semana, para ser discutido.

“Propusemos um aumento para 154 dólares. Vamos ver se o Conselho de Ministros concorda com a nossa proposta. Se houver luz verde, a nova lei poderá ser implementada ainda este ano”, disse o governante.
Rogério Mendonça recordou que o diploma já tinha sido submetido ao Conselho de Ministros no ano passado, para a discussão, mas a SEFOPE foi instada a melhorar alguns aspetos do esboço.
É de lembrar que o salário mínimo em Timor-Leste não sofre qualquer alteração desde 2012.
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Jornalista: Alexandra da Costa/Tradução: Equipa da Tatoli
Editor: Cancio Ximenes




