DÍLI, 26 de agosto de 2025 (TATOLI) – A Secretaria de Estado das Florestas e o Comité Nacional do Programa Homem e Biosfera concluíram hoje o documento relativo à candidatura do Parque Nacional Nino Konis Santana como Reserva da Biosfera na Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
O Secretário de Estado da tutela, Fernandinho Vieira, referiu que o encontro contou com a participação de vários ministérios setoriais, com o objetivo de validar o documento de gestão do parque e apresentar a base legal que sustenta a proposta de candidatura.
“A reunião visou produzir recomendações para que o documento, em que trabalhamos nos últimos dois anos, seja finalizado e submetido ao registo da UNESCO em Paris, em setembro. Pretendemos promover o Parque Nacional Nino Konis Santana como parte da rede internacional de reservas da biosfera”, disse o governante, em Díli.
Fernandinho Vieira afirmou ainda que o plano de gestão conta com uma base legal sólida, apoiada por instrumentos jurídicos como o Regime Florestal Geral n.º 14/2017, o Decreto-Lei n.º 05/2016 sobre o Sistema Nacional de Áreas Protegidas, e o Decreto-Lei n.º 06/2020 relativo à Proteção e Conservação da Biodiversidade.
“Estes instrumentos legais conferem força à proteção e conservação do Parque Nacional Nino Konis Santana e reforçam a salvaguarda de outras áreas protegidas no país”, frisou.
Por sua vez, o Diretor-Executivo da Comissão Nacional de Timor-Leste para a UNESCO, Luís Soares, sublinhou a importância de se concluir o processo de candidatura de acordo com os padrões internacionais.
“Realizamos já a delimitação das zonas de transição, a identificação da biodiversidade terrestre e marinha e a elaboração do plano integrado. Hoje revimos a documentação para garantir que está completa”, explicou.
Estiveram presentes na reunião, entre outros, representantes dos Ministérios do Turismo e Ambiente, da Agricultura, Pescas, Pecuária e Florestas, da Educação, da Juventude, Desporto, Arte e Cultura, das Obras Públicas, bem como do Petróleo e Recursos Minerais.
Recorde-se que, em março deste ano, a Direção Nacional de Conservação das Florestas tinha identificado no parque uma rica biodiversidade, incluindo 262 espécies de aves, 19 das quais em vias de extinção, 2.500 espécies de plantas, 26 das quais são endémicas. Além disso, havia também 400 tipos de corais, 1.232 espécies de peixes, vários répteis e morcegos.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




