DÍLI, 21 de agosto de 2025 (TATOLI) – O Ministério da Saúde (MS) e a Menzies, Escola Australiana de Investigação em Saúde, libertaram mais de oito mil mosquitos portadores da bactéria Wolbachia em Díli, desde o lançamento do programa no dia 08 de agosto, para eliminação de dengue, chikungunya e zika.
A informação foi avançada pelo Diretor Nacional de Prevenção e Controlo de Doenças Não Transmissíveis do MS, Florindo Gonzaga Pinto.
Segundo o responsável, em algumas zonas, como o Bairro-Pité, Colmera, Vila Verde e Lecidere as comunidades rejeitaram que as autoridades de saúde libertassem aqueles mosquitos, apesar de estas serem consideradas áreas de risco. A mesma situação sucedeu-se em alguns edifícios estatais e escolas.
“Há trinta e dois casos de rejeição à presença de mosquitos com Wolbachia, principalmente por parte de famílias e responsáveis de escolas e edifícios públicos, que alegaram não ser necessária a presença desses mosquitos nos seus locais”, disse Florindo Gonzaga Pinto.
O dirigente garante, no entanto, que a situação não tem implicações na implementação do programa, explicando que o mosquito portador da bactéria Wolbachia pode voar até 50 metros do ponto onde é libertado.
Recorde-se que Nelson Martins, Representante da Menzies em Timor-Leste, tinha informado, no dia do lançamento do programa, que a libertação de cápsulas de ovos portadores da bactéria Wolbachia teria lugar em 24 sucos em Díli, tidos como zonas de risco, explicando que os mosquitos iam ser libertados 20 vezes, de cinco em cinco dias.
Segundo os dados do MS, foram registadas no primeiro semestre sete vítimas mortais e reportados 909 casos de dengue em todo o território: 538, em Díli; 207, em Liquiçá; 67, em Bobonaro; 32, em Ermera; 26, em Baucau; 20, em Oé-Cusse; quatro em Aileu, Lautém e Manufahi; três em Covalima e Manatuto; e um Ainaro.
Notícia relevante: Lançado programa Wolbachia para eliminar mosquitos de dengue
Jornalista: Ivonia da Silva
Editora: Isaura Lemos de Deus




