DÍLI, 15 de maio de 2026 (TATOLI) — A Unidade da Polícia Marítima (UPM) recebeu hoje cinco lanchas rápidas de patrulha destinadas a reforçar as operações de combate à pesca ilegal e a outros crimes marítimos transnacionais nas águas territoriais do país.
A entrega foi simbolicamente assinalada numa cerimónia realizada nas instalações da UPM, em Lecidere, Díli. Os meios foram adquiridos pela empresa local NIBRI 0507, com verbas alocadas no Orçamento Geral do Estado de 2025, no valor de cerca de 147 mil dólares americanos.
Durante a cerimónia, o Comandante-Geral da Polícia Nacional de Timor-Leste, Afonso dos Santos, apelou aos agentes da UPM para utilizarem as embarcações de forma responsável e assegurarem a sua manutenção, de modo a garantir a eficácia operacional a longo prazo.
Segundo o responsável, “os novos meios irão contribuir para uma melhor proteção dos recursos marinhos de Timor-Leste e para o reforço da capacidade de fiscalização nas águas nacionais”.
Por sua vez, o Comandante da UPM, superintendente-chefe Eugénio Pereira, afirmou que as embarcações serão destacadas para os postos da UPM em Covalima, Lautém, Oé-Cusse e Ataúro, zonas consideradas particularmente vulneráveis à pesca ilegal.
Além da fiscalização das atividades piscatórias, os novos meios deverão também apoiar operações de segurança marítima no combate a crimes transnacionais, incluindo o contrabando de mercadorias ilícitas através de rotas marítimas.
Recorde-se que a empresa petrolífera italiana ENI, que se encontrava no país a realizar prospeções nas águas nacionais, anunciou, em abril, que tinha identificado 13 embarcações estrangeiras envolvidas em atividades de pesca ilegal na zona do município de Viqueque.
A este propósito, as autoridades timorenses apreenderam, no passado dia 18 de abril, uma embarcação de pesca com bandeira indonésia que operava ilegalmente nas águas nacionais, com 32 tripulantes a bordo. O Tribunal Judicial de Primeira Instância de Baucau aplicou aos tripulantes, no dia seguinte, a medida de coação mais gravosa, prisão preventiva.
De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas, Timor-Leste perdeu mais de 48,5 milhões de dólares entre 2024 e 2026 devido à pesca ilegal, com cerca de 2.200 toneladas de peixe retiradas das águas nacionais.
Notícia relevante: Xanana defende urgência na delimitação marítima com Indonésia para travar pesca ilegal
Equipa da Tatoli




