DÍLI, 06 de agosto de 2025 (TATOLI) – A Embaixada de Portugal em Timor-Leste inaugurou, hoje, a Sala José Ramos-Horta, instalada na chancelaria da missão diplomática em Díli, em homenagem ao atual Presidente da República e figura central da frente diplomática timorense durante a luta pela autodeterminação.
Ramos-Horta agradeceu à Embaixada de Portugal o gesto, mas fez questão de recordar que a conquista da independência foi um esforço coletivo.
“O meu papel na frente diplomática não pode ser visto isoladamente. Tudo o que fiz na frente internacional foi reconhecido, e estou grato por isso, mas muitos outros países ajudaram-nos com solidariedade. A independência não aconteceu por causa de uma ou duas pessoas, foi graças à resistência interna, às mudanças na Indonésia, com a queda de Suharto e a chegada de Habibie, e ao avanço das negociações que levaram ao referendo e à nossa liberdade”, afirmou.
Por sua vez, a Embaixadora Manuela Bairos salientou que a criação da sala visa reconhecer o contributo determinante do atual Presidente da República na projeção internacional da causa timorense. “Ramos-Horta personifica o esforço diplomático realizado ao longo de duas décadas para alcançar a autodeterminação de Timor-Leste”, disse.
A diplomata referiu ainda que o novo espaço exibe fotografias históricas da participação de Ramos-Horta nas Nações Unidas e noutros fóruns internacionais, simbolizando o percurso da diplomacia timorense até à independência. “Ramos-Horta representa não apenas a sua própria luta, mas também a de muitas outras lideranças que, durante 24 anos, estiveram na linha da frente diplomática”, acrescentou.
Estiveram presentes na cerimónia, entre outros, o Embaixador do Japão, Tetsuya Kimura, o Ministro da Justiça, Sérgio Hornai, e o Secretário de Estado da Arte e Cultura, Jorge Cristóvão.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




