DÍLI, 08 de junho de 2025 (TATOLI) – “O aumento das temperaturas, a poluição por plásticos, a sobrepesca e a acidificação ameaçam não só a biodiversidade marinha, mas também os próprios sistemas que mantêm a vida na terra”, foi esta uma das mensagens do Presidente da República (PR), José Ramos Horta, a propósito do Dia Mundial dos Oceanos, celebrado anualmente a 08 de junho, este ano sob o tema Maravilha – Preservar o que nos sustenta.
Para o Chefe de Estado, “os oceanos sempre foram uma fonte de profunda admiração. Ligam continentes, culturas e inúmeras formas de vida numa dança intrincada que tem sustentado o planeta durante milhares de milhões de anos”, no entanto, “enfrentam desafios sem precedentes”.
Ramos Horta referiu que os oceanos absorvem quase um terço do dióxido de carbono produzido pelo homem e geram mais de metade do oxigénio que respiram.
“Quando negligenciamos a saúde dos nossos oceanos, estamos a negligenciar o nosso próprio futuro. Sendo uma nação insular, Timor-Leste tem uma ligação íntima com o mar que moldou a nossa história, cultura e modo de vida. As nossas comunidades piscatórias dependem de ecossistemas marinhos saudáveis para a sua subsistência”, acrescentou o PR num comunicado que a Tatoli teve acesso.
O Chefe de Estado sublinhou que as regiões costeiras do país dependem dos recifes de coral e dos mangais para se protegerem de tempestades e da erosão. “As nossas tradições culturais estão entrelaçadas com os ritmos das marés e a generosidade do mar”, disse.
“O maravilhamento não é apenas uma questão de admiração; é uma questão de responsabilidade. Obriga-nos a perguntar: Como podemos garantir que as gerações futuras experimentem a mesma maravilha ao contemplar o vasto horizonte azul? Como podemos honrar a intrincada rede de vida marinha que evoluiu ao longo de milhões de anos? Como podemos sustentar o que sempre nos sustentou?”, questionou.
Para Ramos Horta, as respostas estão nas ações coletivas, na cooperação internacional, nas soluções inovadoras, na sabedoria indígena e nos compromissos pessoais.
“Estamos a reimaginar a nossa relação com o oceano como uma relação de reciprocidade e não de mera extração. Sustentemos o que nos sustenta, não apenas para benefício económico ou objetivos de conservação, mas porque a nossa humanidade está profundamente entrelaçada com a saúde destas águas azuis. Que a maravilha do oceano nos inspire a todos a agir com sabedoria e compaixão”, concluiu.
Notícia relacionada: Desfile dos Oceanos promove utilização sustentável dos recursos marinhos
Jornalista: Ivonia da Silva
Editora: Isaura Lemos de Deus




