DÍLI, 03 de junho de 2025 (TATOLI) — O Ministério da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas registou este ano três vítimas mortais de raiva, duas em Oé-Cusse e uma em Ermera.
“Continuamos a analisar o impacto da transmissão da raiva animal para pessoas. A raiva mata anualmente muitas pessoas no mundo e grande de parte delas são crianças”, informou o Ministro da tutela, Marcos da Cruz, no Hotel Novo Turismo, em Díli.
O Ministro lembrou que a raiva é uma doença, cuja transmissão é evitável e, por isso, é preciso um trabalho coletivo para a prevenir a doença.
O governante recordou que o Executivo australiano disponibilizou a Timor-Leste cerca de 200 mil doses de vacinas antirrábicas para prevenir a propagação da raiva, após ter sido registado, em junho em 2023, um surto em Timor Ocidental.
Recorde-se que a Direção Nacional de Veterinária registou, no primeiro trimestre deste ano, dez casos de raiva em cães nos postos administrativos de Lolotoe e de Maliana, em Bobonaro, e de Fatumea, em Covalima.
A raiva afeta o sistema nervoso e central dos animais infetados com o vírus, sendo transmitida para o ser humano por meio da saliva daqueles. Se um animal, por exemplo um cão, estiver infetado com raiva e morder um indivíduo, a pessoa pode ficar infetada. Nos seres humanos, os sintomas iniciais envolvem febre, dor de cabeça, fadiga, perda de apetite, mal-estar geral e náuseas. Os estágios mais avançados, contudo, incluem irritabilidade e ansiedade, sensibilidade extrema à luz, dificuldade para engolir alimentos, alucinações e convulsões. Já nos animais, salivação excessiva, agressividade incomum, alterações vocais e também sensibilidade à luz são alguns dos sintomas.
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Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Isaura Lemos de Deus




