DÍLI, 26 de abril de 2025 (TATOLI) – O Docente do Instituto Superior de Filosofia e Teologia Padre Natalino Gusmão referiu-se ao Documento sobre a Fraternidade Humana, no âmbito do falecimento do Santo Padre, esta segunda-feira, às 7h35, horas locais, aos 88 anos, na Casa de Santa Marta, no Vaticano.
Segundo o Sacerdote, o documento foi assinado na sequência de guerras e conflitos entre países. “A discriminação e as guerras afetam, sobretudo, pessoas carenciadas e mulheres, pelo que o Papa Francisco destacou a necessidade de os líderes, nomeadamente, das nações em conflitos, promoverem a paz e a justiça social”, explicou o Padre Natalino Gusmão numa entrevista exclusiva no estúdio da Tatoli, no Farol.
“É um documento histórico que apela à fraternidade humana e à paz. Somos irmãos, por isso devemos lutar pela paz para podermos criar um mundo justo e próspero”, disse o docente.
Natalino Gusmão lembrou também que no Documento em apreço, o líder da Igreja Católica convidou todas as pessoas a cuidarem do planeta terra, através da proteção do meio ambiente.
“A degradação [causada pelas alterações climáticas] provoca insegurança nas pessoas, principalmente as carenciadas. Por isso, o documento contém uma vertente ecológica”, salientou.
Por sua vez, o assessor da Fraternidade Humana da Presidência da República, Nuno Horta, informou que o documento vai ser incluído no currículo do terceiro ciclo do ensino básico, sendo que, para o efeito, o Ministério da Educação já está a elaborar conteúdos e manuais escolares para os alunos e professores do 7.º ano.
Recorde-se que o Documento sobre a Fraternidade Humana é uma declaração conjunta assinada pelo Papa Francisco e pelo Grande Imã de Al-Azhar, Sheikh Ahmed el-Tayeb, a 4 de fevereiro de 2019, na sequência da viagem apostólica do Santo Padre aos Emirados Árabes Unidos, entre 03 e 05 de fevereiro de 2019.
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Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Isaura Lemos de Deus




