Projeto para promover eleições democráticas e inclusivas concluído com rescaldo positivo

DÍLI, 13 de dezembro de 2024 (TATOLI) – Reforço do papel das estações de rádio comunitárias na divulgação de informações sobre o processo eleitoral, formar pessoas com deficiências visuais na escrita e leitura em braille, bem como na linguagem gestual para pessoas com deficiências auditivas, estão entre as atividades que se consideraram bem sucedidas no rescaldo da implementação do projeto Promoção de Eleições Democráticas e Inclusivas, iniciado em 2023 com o objetivo de incentivar a participação inclusiva de mulheres, jovens e pessoas com deficiência no processo eleitoral.
Este projeto tinha sido apoiado financeira e logisticamente pela União Europeia (UE), a organização não-governamental Plan International Timor-Leste (PITL), bem como por alguns parceiros nacionais. A avaliação como tendo impacto positivos foi feita na sequência do seu encerramento.
A Diretora interina da PITL, Fátima Soares, à margem da respetiva cerimónia no Hotel Timor, referiu que o projeto em apreço foi implementado com base nos desafios identificados pela Missão de Observação Eleitoral da UE de 2022, que destaca particularmente a importância do envolvimento dos jovens e pessoas com deficiência nas eleições.
A dirigente disse ainda que a iniciativa incluía também a formação de jovens mulheres líderes de partidos políticos e líderes comunitários para promover a inclusão, especialmente dos grupos marginalizados nos processos democráticos no país, vertente que não foi assinalada como das mais bem sucedidas.
O Embaixador da UE, Marc Fiedrich, por seu turno, afirmou que foi uma honra em cooperar com a Plan International e com outros parceiros nacionais na execução do projeto, que considerou fundamental para a promoção da democracia em Timor-Leste.
“A democracia desenvolve-se quando os seus cidadãos acreditam nos seus compromissos e participam ativamente nas eleições para a determinação do futuro do país”, frisou Marc Fiedrich.
O diplomata teve ainda oportunidade de afirmar que o futuro da democracia em Timor-Leste “está no bom caminho”, uma vez que as comunidades se uniram e participaram ativamente na expressão dos seus direitos civis através de eleições democráticas.
O projeto foi financiado pela UE no valor de 650 mil dólares americanos e foi implementado pela PITL, em parceria com a Associação de Deficiência de Timor-Leste (ADTL), a Belun, a Comissão Nacional Justiça, Paz e Integridade da Criação, o Movimento das Jovens Mulheres de Timor-Leste, a Fundação Caucus, e envolveu instituições governamentais, nomeadamente a Comissão Nacional das Eleições (CNE), o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), estações de rádio comunitárias e ainda personalidades como deputados do Parlamento Nacional, líderes comunitários e jovens.
Marcaram presença na cerimónia representantes do CNE, do STAE, da Provedoria dos Direitos Humanos e Justiça, da Secretaria de Estado da Igualdade, e membros da ADTL.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editor:Rafael Belo

