DÍLI, 30 de abril de 2024 (TATOLI) – O Papa Francisco estará de visita ao país entre os dias 09 e 11 de setembro. Ainda que a preparação de um palco em Tasi Tolu para o principal evento – a missa campal – esteja em andamento, a estadia de Sua Santidade em Timor-Leste requere um conjunto de preparativos mais complexo do ponto de vista de recursos humanos, segurança, mobilidade de transportes, infraestruturas, sistemas de saúde e de apoio logístico e até alguns incómodos à rotina do dia-a-dia da capital.
É para verificar o bom andamento do conjunto daqueles preparativos que uma delegação do Vaticano virá, no início de junho, a Timor-Leste. Contará com contatos próximos com representantes da Igreja Católica e do Governo.
Personalidade com especiais responsabilidades na visita do Sumo Pontífice ao é o Padre Guilhermino da Silva, Vice-Coordenador da Comissão Organizadora da Igreja Católica para a visita do Papa. O mesmo informou que o Governo e a Igreja se têm estado a coordenar para que os preparativos se desenrolem de uma maneira articulada e produtiva e que, em última instância, o país receba Sua Santidade com a dignidade que merece até, porque “a visita do Papa Francisco não é apenas uma visita pastoral, mas também uma visita de Estado”.
Guilhermino da Silva recordou, precisamente, que a construção do palco em Tasi Tolu, local onde o Papa vai celebrar uma missa campal para milhares de fiéis atingiu o patamar de 30% e a reabilitação do Centro de Convenções de Díli, local onde o Papa se encontrará com jovens timorenses, está na ordem dos 75%.
O Sacerdote adiantou ainda que, de acordo com estimativas, a visita do Papa Francisco poderá mobilizar entre 500 mil a 600 mil peregrinos, para além de convidados da Indonésia, da Austrália e de alguns países do sudeste asiático. O principal evento, a missa campal, envolverá um coro conjunto de 1.100 pessoas, composto por membros de coros das dioceses de Díli, de Baucau e de Maliana.
Na verdade, Timor-Leste será, muito provavelmente, itinerário para crentes de países vizinhos visitarem o país aquando da visita do Sumo Pontífice, sendo de esperar que se registe alguma vitalidade económica a nível do turismo religioso, especialmente na hotelaria e restauração. Por outro lado, é sabido que parte dos 12 milhões de dólares americanos serão investidos em infraestruturas que permanecerão após a visita papal.
Recorde-se que, de modo a organizar as atividades de preparação da referida visita, o Governo deliberou autorizar a despesa até ao montante de 12 milhões de dólares americanos do Fundo de Contingência para a Comissão Coordenadora de Alto Nível Institucional.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




