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Mais de quatro milhões de dólares falsos apreendidos em Bidau

Mais de quatro milhões de dólares falsos apreendidos em Bidau

A DNSIC da PNTL descobriu esta quarta-feira uma grande quantidade de dinheiro falsificado, num armazém localizado em Bidau, Díli. Foto de Natalino Costa

DÍLI, 15 de abril de 2026 (TATOLI) – A Direção Nacional do Serviço de Investigação Criminal (DNSIC), da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), descobriu hoje uma grande quantidade de dinheiro falsificado, num armazém localizado em Bidau, Díli.

As autoridades policiais deslocaram-se ao local por volta das 10h30, com base num mandado de busca emitido pelo Ministério Público. A operação foi liderada pelo Diretor da tutela, Superintendente-Chefe João Belo dos Reis.

Durante a busca, a polícia encontrou principalmente notas de 100 dólares americanos, empacotadas em vários lotes, sendo que cada pacote continha 30 mil dólares. Foram também apreendidas moedas que se suspeita serem falsas.

Segundo o responsável, após a busca e apreensão, a PNTL realizou exames que confirmaram que o dinheiro é efetivamente falso.

De acordo com o dirigente, até à tarde desta quarta-feira, foi possível contar mais de quatro milhões de dólares americanos, mas a contagem continua e o valor exato só será conhecido mais tarde.

“Recebemos relatos da população sobre suspeitas relacionadas com este dinheiro nos últimos meses, apresentamos o caso ao Banco Central de Timor-Leste para análise. Aí foi feita uma comparação com notas originais, através de máquinas próprias, tendo sido confirmado que se trata de dinheiro falso. Hoje, após a apreensão, voltamos a realizar exames e confirmamos novamente que o dinheiro apreendido é falso”, afirmou João Belo aos jornalistas, numa conferência de imprensa realizada no Quartel-Geral da PNTL, em Caicoli.

O responsável acrescentou que o dinheiro apreendido se encontra atualmente sob custódia da DNSIC.

João Belo dos Reis informou ainda que quatro pessoas foram já detidas, incluindo o proprietário do armazém. Alguns dos detidos são de nacionalidade chinesa.

O dirigente recordou que a DNSIC tinha anteriormente apreendido cerca de quatro mil dólares em notas falsas, em Taibessi, Díli, e acrescentou que a polícia considera que o dinheiro falso que tem circulado no país poderá ter origem na mesma fonte.

Por sua vez, o Presidente da República, José Ramos-Horta, considera que o dinheiro falsificado, detetado pela PNTL, poderá vir do exterior e estar associado a redes de crime organizado.

Segundo Ramos-Horta, a operação conduzida pela PNTL demonstra a capacidade das autoridades nacionais para identificar este tipo de crime. “Felicito a PNTL pela deteção deste caso. Não é a primeira vez que ocorrem situações de falsificação de moeda, sendo um fenómeno recorrente a nível internacional”, afirmou.

O Chefe de Estado sublinhou que o dinheiro apreendido apresenta um elevado grau de sofisticação, mas é detetável pelo sistema bancário. “Os bancos identificam imediatamente tratar-se de notas falsas, o que demonstra que, apesar da qualidade, não conseguem enganar instituições com experiência”, referiu.

O PR defendeu a aplicação de penas severas aos envolvidos e apelou a uma atuação rigorosa por parte das autoridades. “As empresas ou indivíduos implicados, direta ou indiretamente, devem ser responsabilizados com celeridade. Não pode haver tolerância. A polícia deve agir com firmeza”, salientou.

Já o Ministro do Interior, Francisco Guterres, afirmou que a deteção de falsificação não significa que a segurança não seja eficaz, referindo que a falsificação de dinheiro também ocorre noutros países.

O governante apelou ao público para que, em caso de suspeitas, verifiquem a autenticidade das notas junto do Banco Central de Timor-Leste.

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Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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