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INTERNACIONAL, ECONOMIA, DÍLI

Banco Mundial estima que crescimento médio anual da economia timorense seja de 4,1%

Banco Mundial estima que crescimento médio anual da economia timorense seja de 4,1%

Representante do Banco Mundial em Timor-Leste, Bernard Harborne. Foto da Tatoli/Egas Cristóvão.

DÍLI, 26 de fevereiro de 2024 (TATOLI) – Prevê-se que a economia não petrolífera de Timor-Leste continue a recuperar, devido a um aumento da procura do consumo privado e a uma despesa pública mais eficaz. As previsões apontam para um crescimento médio anual de 4,1%, sustentado pela redução da inflação, bem como pela estabilidade fiscal.

Segundo o relatório divulgado hoje pelo Banco Mundial, o Governo focou-se nas despesas de capital e no investimento em infraestruturas para aumentar o orçamento de 18,4% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 para 24,5% em 2024.

“Prevê-se ainda que o crescimento das exportações enfrente restrições, em grande parte devido à dependência do café como principal produto de exportação”, referiu a mesma fonte.

Estima-se, e igual modo, que a inflação diminua este ano por causa de uma moderação nos preços globais das mercadorias e de uma estabilização das condições globais de segurança alimentar. “Apesar de ter benefício nas pressões sobre os preços, o atual Governo quer revogar a implementação de medidas de receita, tais como impostos especiais sobre o consumo de açúcar, bebidas açucaradas e tabaco, o que poderá minimizar os esforços para o aumento da arrecadação das receitas e o controlo do consumo de bens com impactos negativos na saúde”.

O Banco Mundial prevê ainda que o défice orçamental do país seja de cerca de 43% do PIB a médio prazo se não forem efetuadas reformas fiscais. “O défice orçamental está a ser coberto por levantamentos do Fundo Petrolífero, que está a diminuir a um ritmo acelerado, antes de se esgotar completamente em 2034, de acordo com as previsões do Governo timorense”, acrescentou.

O Banco Mundial  aconselhou ao Executivo que identificasse novas fontes de receitas para substituir mais de 70% das suas receitas atuais.

O Representante do Banco Mundial em Timor-Leste, Bernard Harborne, refere que a economia do país tem demonstrado uma boa resiliência a determinadas condições, destacando que “a grande pressão sobre o investimento de capital e o orçamento nacional vão apoiar essa perspetiva”.

O responsável considera que a adesão do país à Organização Mundial do Comércio também terá um impacto positivo no crescimento económico, mas, na sua opinião, para obter benefícios abrangentes desta adesão, é fundamental diversificar a economia para melhorar o acesso ao financiamento do setor privado.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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