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FM: Reforço da autoridade marítima e cooperação trilateral indispensáveis para a proteção das riquezas marítimas

FM: Reforço da autoridade marítima e cooperação trilateral indispensáveis para a proteção das riquezas marítimas

Diretor-Executivo da Fundação Mahein/ Nelson Belo. Foto especial

DÍLI, 25 de agosto de 2023 (TATOLI) – Reforçar a Autoridade Nacional Marítima (ANM) e apostar na cooperação entre Timor-Leste, Austrália e Indonésia são as duas ideias-chave para garantir a vigilância e o combate às atividades marítimas ilegais na costa sul do país. Quem o afirma é Nelson Belo, Diretor-Executivo da Fundação Mahein (FM).

“É muito importante para Timor-Leste cooperar com a Austrália e a Indonésia, porque somos países vizinhos. Esta cooperação visa vigiar e combater a pesca e as transações ilegais que acontecem no mar de Timor”, afirmou Nelson Belo, à Tatoli, em Grinsenfor, Díli.

O dirigente pediu ao Ministério da Defesa que fortalecesse o serviço da ANM, facultasse  formação aos seus recursos humanos, bem como fornecesse os equipamentos necessários, nomeadamente um barco de patrulha, para apoiar a vigilância e o combate às atividades marítimas ilegais.

Nelson Belo explicou que estas recomendações são cruciais. Por isso, pediu aos ministérios da Defesa, do Interior, da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas, bem como ao das Finanças, para trabalharem em conjunto de modo a garantir a sobrevivência e continuidade das riquezas marítimas timorenses. Apelou também ao Ministério do Interior que trabalhasse em parceria com os seus parceiros de desenvolvimento para elaborar um manual sobre a segurança nacional  de modo a orientar a ANM e os seus parceiros no controlo nas fronteiras marítimas.

Questionado sobre a política do Governo para o reforço do serviço da ANM para a vigilância e combate às atividades marítimas ilegais no país, o Ministro da Defesa, Donaciano Gomes, revelou que o Governo está comprometido em dar à ANM a importância que merece. “Estamos a priorizar no próximo programa do Governo o desenvolvimento da Autoridade Nacional Marítima. O Executivo está neste momento a preparar uma lei para fortificar o serviço da autoridade na vigilância das nossas riquezas no mar”, referiu.

A aquisição de meios aéreos e marítimos é também defendida pelo Comandante da Componente Naval da Força Ligeira, Capitão Flagrante João da Silva. Segundo este, “enquanto os dois barcos de patrulhamento timorenses se encontravam avariados em 2022, o mar de Timor foi alvo de pesca ilegal por pelo menos 60 barcos da Tailândia e do Vietname”.

Notícia relevante: Natalino dos Santos: falta de equipamentos marítimos limita altamente vigilância das águas territoriais e respetivos recursos

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Isaura Lemos de Deus

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