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Governo desmente entrada de terroristas no país

Governo desmente entrada de terroristas no país

Vice-Ministro do Interior (MI), António Armindo.

DÍLI, 14 junho de 2023 (TATOLI) – Na passada terça-feira, oito pessoas afiliadas ao movimento islâmico Tablighi Jamaat chegaram ao país para divulgar a doutrina e a mensagem do Islão junto das comunidades muçulmanas. No entanto, desde a sua chegada circulam pelas redes sociais, mensagens depreciativas sobre o grupo, apelidando-os de terroristas.

Perante as informações divulgadas, o Vice-Ministro do Interior, António Armindo, veio a público esclarecer que, no passado dia 16 de maio, a Comunidade Muçulmana de Timor-Leste (CMTL) apresentou formalmente a um pedido de autorização para que aquele grupo visitasse o país.

“Recebemos uma carta formal do presidente da Comunidade Muçulmana de Timor-Leste, Arif Abdullah Sagran sobre a visita deste grupo a Timor-Leste. O grupo não é terrorista e a sua entrada no país é legal”, esclareceu António Armindo, em Caicoli, Díli.

O governante explicou que, durante a estadia de 25 dias, o grupo vai colaborar com a Comunidade Muçulmana na organização e realização de atividades nos municípios de Baucau, Lautém, Manufahi, entre outros.

“Não queremos politizar a situação. Timor-Leste é um país democrático, deixemos que as pessoas, especialmente os turistas, desfrutem da sua estadia em Timor-Leste”, concluiu o António Armindo.

Já o Presidente da Comunidade Muçulmana de Timor-Leste (CMTL), Arif Abdullah Sagran, inquirido sobre a situação, declarou que acredita que os boatos sobre o grupo islâmico recém chegado ao país foram perpetrados por pessoas que queriam provocar um conflito religioso.

“Quero deixar claro que não estamos perante terroristas. Este grupo já esteve em Timor-Leste durante a pandemia da covid-19. Além deste, iremos também receber um grupo omanita, para participarem nas celebrações do Idul Adah”, afirmou Arif  Sagran.

A este propósito, o dirigente muçulmano relembrou que o Documento Fraternidade Humana para a Paz e Convivência Comum, promovido pelo Presidente da República, José Ramos Horta, foi ratificado pelo Parlamento Nacional para garantir que muçulmanos e católicos vivam em paz e harmonia, declarando: “Vamos mostrar ao mundo que não há conflitos religiosos em Timor-Leste”.

O Tablighi Jamaat é um dos movimentos religiosos mais influentes do Islão do século XX,  calcula-se ter 80 milhões de adeptos em todo o mundo, espalhados por 150 países, com a maioria a viver no Sul da Ásia.

O Tablighi Jamaat foi fundado em 1926 por Muhammad Ilyas al-Kandhlawi, na região de Mewat, na Índia. Tem raízes na tradição reformista Deobandi e desenvolveu-se como resposta à deterioração dos valores morais e à suposta negligência de aspetos do Islão.

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Maria Auxiliadora

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