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Agricultores desistem do sândalo pela demora na maturação da árvore

Agricultores desistem do sândalo pela demora na maturação da árvore

Sândalo. Fotografia Tatoli/Francisco Sony.

DÍLI, 13 de janeiro de 2022 (TATOLI) –  A AI-Com (Agriculture innovations for communities) levou a cabo um estudo que concluiu que as populações dos municípios de Bobonaro, Manatuto e Manufahi desistiram de plantar árvores de sândalo, porque a maturação plena desta espécie arborícola de modo a ser colhida, e o valor comercial inerente, só e atingível algumas dezenas de anos depois da sua plantação.

A AI-Com levou a cabo este estudo visando aumentar a reflorestação de árvores de sândalo, porque ajuizou que Timor-Leste tem potencial de crescimento para o sândalo e porque o valor comercial da sua madeira está a aumentar. No seguimento, a AI-Com aconselhou a população a plantar aquela espécie para aumentar os rendimentos familiares e o do país.

“A maioria da população não tem conhecimento do valor económico do sândalo devido à morosidade na maturação da árvore do sândalo”, afirmou a investigadora da Direção Nacional de Pesquisa e Estatística do Ministério da Agricultura e Pescas e da AI-Com, Ida Santos, à Tatoli.

Segundo a investigadora, Timor-Leste é conhecido no mundo por ter sândalo. “É uma árvore com valor comercial e compete a Timor-Leste atrair investidores estrangeiros para o país. Um aumento no cultivo de árvores de sândalo garante uma melhoria nos rendimentos das família”. Ainda segundo Ida Santos, a população começa a entusiasmar-se no cultivo do sândalo nos municípios, depois de saber o valor económico do produto dado pelos resultados do estudo e pela sensibilização da AI-Com.

“Sensibilizamos a população sobre as técnicas de plantar o sândalo. Esta árvore deve ser plantada perto de sombras e a terra na qual se cultiva deve ser profunda. Há 80 agricultores que beneficiam do nosso programa”, informou Ida Santos.

Júlio Ximenes, um agricultor de Viqueque, disse que começou a plantar e desenvolver em 1986 o sândalo, pois esta espécie de árvore já era plantada pelos seus antepassados. “Tenho dois hectares com árvores de sândalo. Tenho ainda um hectare para destinado a estas árvores  mas as plantas ainda são rebentos”, afirmou.

Segundo o agricultor, a Direção do Ministério da Agricultura e Pescas (MAP) visitou e observou as plantas e declarou que pretendia distribuir rebentos de sândalo, mas ainda não o fez.

A este respeito, o Diretor dos Serviços do MAP, Fernando Joaquim, disse que os rebentos de sândalo são difíceis de criar. Apesar de a sua direção ter tentado, a maioria dos rebentos não se desenvolveram.

Notícia relevante: Arborização de sândalo em Timor-Leste é um projeto de futuro

Jornalista: Jesuína Xavier

Editora: Maia Auxiliadora

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