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INTERNACIONAL, SAÚDE

Bangladesh, Índia e Timor-Leste vão introduzir vacina contra cancro do colo do útero

Bangladesh, Índia e Timor-Leste vão introduzir vacina contra cancro do colo do útero

Emblema da OMS. Imagem do Google.

DÍLI, 18 de novembro de 2022 (TATOLI) – Três Estados-Membros da Região do Sudeste Asiático – Bangladesh, Índia e Timor-Leste – vão introduzir brevemente a vacina contra cancro do colo do útero.

O Butão, a Indonésia, as Maldivas, Mianmar, Sri Lanka e Tailândia já introduziram a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) para proteger as mulheres

O Diretor Regional da OMS para o Sudeste Asiático, Poonam Khetrapal Singh, afirmou que a vacinação contra o HPV, o rastreio e tratamento de lesões pré-cancerosas e a melhoria do acesso ao diagnóstico e tratamento de cancro são medidas críticas e rentáveis que os decisores políticos devem aplicar urgentemente para eliminar a doença como um problema de saúde pública.

“Quase todos os países da região continuam a realizar rastreios do cancro do colo do útero e vários incluíram também o rastreio do cancro do colo do útero em pacotes de serviços essenciais ou de cobertura de saúde universal”, disse o dirigente num comunicado da organização a que a Tatoli teve acesso.

Poonam Singh recordou que, em 2017, a região tornou-se a primeira da OMS a publicar um pacote de formação para profissionais de saúde sobre o rastreio do cancro do colo do útero e sobre tratamento de lesões pré-cancerosas.

A OMS, durante a resposta à covid-19, realizou formações regionais para trabalhadores de saúde sobre colposcopia e prevenção do cancro em causa. Dez dos 11 Estados-Membros da região prestam serviços de cuidados terciários para diagnosticar e tratar o cancro – incluindo serviços cirúrgicos e de quimioterapia – e nove oferecem também serviços de radioterapia.

“No entanto, persistem lacunas e desafios que, se não forem resolvidos, impedirão a região de alcançar os objetivos globais, ou seja, até 2030, assegurar que 90% das mulheres sejam vacinadas com a vacina contra o HPV, que 70% sejam rastreadas utilizando um teste de alto desempenho até aos 35 anos, e novamente aos 45 anos; que 90% das mulheres identificadas com doença do colo do útero sejam tratadas e que 90% das mulheres com cancro invasivo sejam efetivamente tratadas”.

A OMS apela à ação em várias áreas-chave para reduzir o número de ocorrências   para quatro ou menos casos por cada 100 mil mulheres.

O cancro do colo do útero é o quarto cancro mais comum entre as mulheres, com uma estimativa de 604 mil novos casos e 342 mil mortes em 2020, dos quais a Região do Sudeste Asiático do  foi responsável por 32% e 34%, respetivamente.

Jornalista: Jesuína Xavier

Editora: Maria Auxiliadora

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