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Ativistas timorenses exigem justiça climática e redução do uso de combustíveis fósseis

Ativistas timorenses exigem justiça climática e redução do uso de combustíveis fósseis

TROBAS é um dos grupos timorenses que atuam na defesa do meio ambiente. Imagem/ Elígio Soares.

DÍLI, 15 de novembro de 2022 (TATOLI) – Ativistas ambientais timorenses exigem justiça climática, através da imposição de maiores multas aos países que mais emitem gases que causam o efeito de estufa na atmosfera e uma redução no uso de combustíveis fósseis. Os ativistas pertencem ao grupo Tropas ba Ambiente Saudável (TROBAS).

A exigência foi feita durante uma atividade de exploração na natureza e plantação de árvores por parte do grupo. Segundo os manifestantes, o pedido também vai ao encontro das recomendações da 27.ª edição da Conferência das Partes (COP27), a decorrer em Sharm El Sheikh, no Egito, entre 06 e 18 de novembro. A COP27 é um encontro anual organizado pela ONU e destaca-se por ser o principal evento global a discutir estratégias para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

A ativista timorense Dírcia Belo, que em 2021 participou na 16.ª Conferência da Juventude em Glasgow (Escócia), argumentou que os países industrialmente mais frágeis, como Timor-Leste, devem ser compensados pelas perdas e danos que aconteceram via alterações climáticas, agravadas pelos países mais poluidores. No ano passado, Timor-Leste foi gravemente prejudicado por inundações causadas por chuvas torrenciais, situação atípica no país.

“Quem polui mais, deve também pagar mais. Uma forma disso acontecer, é os países mais poluidores aumentarem a contribuição ao Fundo Global do Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas”, sublinha Dírcia.

Já a representante da Autoridade Nacional de Licenças Ambientais, Martinha Amaral, enfatizou que, atualmente, a produção agrícola de Timor-Leste está a ser prejudicada pela alteração da época das chuvas. Na sua avaliação, esse fenómeno é um exemplo das consequências das mudanças climáticas.

Por sua vez, o chefe do TROBAS, Elígio Soares, realçou que o Governo tem de se esforçar para conservar fontes de água, como, por exemplo, as nascentes, a fim de garantir o acesso a água potável nos próximos anos. Soares também reforçou a necessidade de haver uma atenção especial em reflorestar o país.

Em relação ao aumento da quantidade de lixo em Díli, o ativista propõe aos governantes que incentivem o voluntariado, aumentem o número de contentores de lixo na capital e invistam em campanhas de consciencialização ambiental.

Notícia relevante: COP27: Secretário timorense defende que quem polui mais, paga mais

Equipa da Tatoli 

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