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Portugal e Timor-Leste discutem soluções para cidadãos timorenses em território português

Portugal e Timor-Leste discutem soluções para cidadãos timorenses em território português

O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, encontrou-se hoje com o seu homólogo timorense, José Ramos Horta, no Palácio Presidencial, em Díli. Imagem da Tatoli/António Gonçalves

DÍLI, 01 de novembro de 2022 (TATOLI)- Timor-Leste e Portugal estão empenhados na resolução da situação precária que os timorenses que procuram emprego em território português estão a viver.

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, e o seu homólogo timorense, José Ramos Horta, abordaram esta questão no Palácio de Belém, em Lisboa, num encontro que faz parte da agenda da visita do Chefe de Estado de Timor-Leste a Portugal.

Segundo o comunicado do Palácio Presidencial de Timor-Leste, os presidentes dos dois países concordaram em criar condições para os timorenses em Portugal.

Marcelo e Horta destacaram a importância de combater bilateralmente “atos ilegais, estruturas ilícitas, de exploração, de tráfico, de mão de obra”, o que incluiu já ações de inspeção laboral nas empresas para se conhecerem os termos dos contratos, condições e salários.

“Os dois países comprometeram-se a lutar contra a ilegalidade, a exploração e o tráfico humano. As autoridades dos dois países adotaram medidas conjuntas desde o surgimento do fenómeno, entre agosto e setembro. Temos de agir de diversas formas. Temos leis e, por isso, devemos fiscalizar para intervir não apenas administrativamente, mas através da lei” afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, citado no comunicado.

O Chefe de Estado português informou ainda que atualmente 873 timorenses se encontram em centros de acolhimento, autarquias locais e instituições da solidariedade social.

Também o Presidente da República timorense, José Ramos Horta, afirmou que os dois Estados estão a identificar grupos que enganam os jovens com promessas de emprego em Portugal e outros países.

“A obrigação de Timor-Leste é identificar e punir os grupos ilegais que enganam os jovens e que os levam a pagar entre três e cinco mil dólares” frisou.

Horta considera este fenómeno mundial, especialmente em países em desenvolvimento, como Timor-Leste, onde, apesar da democracia e liberdade, “é fácil explorar a ilusão de trabalho em Portugal, Alemanha, Canadá e outros países”.

Notícia relevante: Mari Alkatiri apresenta proposta a PR para resolver situação de timorenses em Portugal

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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