DÍLI, 21 de outubro de 2022 (TATOLI) – O Governo solicitou às agências nacionais que não iludissem os trabalhadores timorenses com falsas promessas de trabalho no estrangeiro.
“O Executivo apela às agências de viagens para que não induzam em erro os cidadãos com promessas falsas de emprego no estrangeiro”, cita o comunicado do Governo a que a Tatoli teve acesso.
O Governo pediu às agências que informem os seus clientes que, para trabalhar na diáspora, que devem ter um contrato de trabalho antes de viajarem de forma a evitar possíveis situações de fraude.
Segundo o documento, o Governo informa ainda que adotará as medidas necessárias e adequadas para prevenir e reprimir as companhias que, com intenções ilícitas, prestem informações falsas aos cidadãos, podendo ser considerados atos de tráfico humano.
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Já o Conselho Superior da Defesa e Segurança (CSDS) e o Chefe de Estado, José Ramos Horta, tinham discutido a situação precária dos cerca de cinco mil jovens timorenses em Portugal.
O Chefe interino da Casa Militar, Francisco da Silva, afirmou que estes jovens “foram vítimas de agências ilegais que se coordenaram com agências de viagens para enviar timorenses para o estrangeiro”.
Segundo o responsável, alguns daqueles jovens não querem voltar ao país, pois contraíram empréstimos de dois mil a três mil dólares para comprar os bilhetes para Portugal e agora querem trabalhar para poder pagá-los.
Por sua vez, o Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, lamentou que algumas pessoas ou agências sejam oportunistas, iludindo timorenses que procuram uma vida melhor no estrangeiro.
“Interrogo-me sobre o que leva os nossos jovens a viajar para Portugal sem um contrato de trabalho ou ao abrigo de um protocolo entre os dois países”, referiu.
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Jornalista: Domingos Piedade Freitas
Editora: Maria Auxiliadora




