DÍLI, 17 de outubro de 2022 (TATOLI) – Na sequência da celebração do Dia Internacional da Mulher Rural, a Fundação Alola avaliou o grau de implementação de quatro programas vocacionados para o aumento da capacidade de mulheres em contextos rurais de modo a contribuir para um desenvolvimento sustentável.
Maria Evelina Iman, gestora do programa afirmou, numa entrevista à Tatoli, que a Fundação Alola concretizou quatro programas para fortalecer o papel das mulheres. Os programas abarcam, entre outros, sessões de formação e um plano de atividades que visa fortalecer a economia familiar e os cuidados de saúde infantis.
O programa pretende, na sua essência, “assegurar a participação das mulheres no desenvolvimento do país”, afirmou Maria Evelina Iman.
Acrescentou também que a Fundação Alola tem vindo a trabalhar com mulheres de contextos rurais para identificar os seus problemas e propor soluções.
Iman especificou que o programa de fortalecimento das mulheres foi concebido para encorajar a participação feminina nos contextos rurais a contribuírem para a economia familiar: “mais de 50 grupos de mulheres participaram neste programa, adquiriram conhecimentos sobre gestão de negócios e estão aptas a ajudar a economia da família”.
“Em 2017, mantivemos diálogos com grupos de ativistas, parlamentares e mulheres com potencial de desenvolvimento nos municípios de Bobonaro, Baucau, Díli e Ainaro, enquanto, em 2022, disponibilizamos programas de liderança, de planeamento e gestão, de monitorização e de avaliação e a forma de elaborar propostas de negócios”, detalhou a gestora do programa.
No que toca a questões relacionadas com a violência de género, segundo a gestora também se promoveram os direitos das crianças e das mulheres e forneceram-se oportunidades de debates em fóruns com jovens, na prevenção da violência de género e dos quadros legais.
A este propósito, a própria gestora da Fundação Alola narrou a existência de vários episódios de violência intimamente ligados a questões económicas.
Este programa é financiado pelas organizações Women’s Action for Voice and Empowerment (WAVE), pela ONU, pela UNFPA, pelo Canadá Found e ainda pela Alola Austrália.
Jornalista: José Belarmino de Sá/Tradutora: Maria Auxiliadora
Editora: Nélia Borges




