DÍLI, 17 de outubro de 2022 (TATOLI) – O Presidente da Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno (RAEOA), Arsénio Bano, disse hoje que a construção do navio Haksolok atingiu já o patamar de 65%.
“Encontrei-me com o Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, para o inteirar da nossa visita à construção do navio Haksolok em Portugal”, disse Arsénio Bano, no Farol.
Segundo o responsável, o estaleiro está a ser melhorado e, por isso, a construção do navio Haksolok teve que parar.
Arsénio Paixão adiantou também que a RAEOA pretende investir na formação de alguns timorenses em Portugal, de modo a que aqueles frequentem cursos ligados à indústria naval, principalmente no que toca à construção de navios e à atuação em portos e estaleiros.
“Quando o Haksolok chegar aqui a Timor-Leste, teremos recursos humanos capacitados”, explicou.
Arsénio Bano referiu ainda que a RAEOA vai recrutar novos tripulantes para o navio Haksolok.
O Presidente da RAEOA lamentou ainda algumas informações veiculadas nas redes sociais sobre um hipotético pedido de verbas adicionais (16 milhões de dólares) para a construção do ferry Haksolok.
“Essas informações são falsas. Enquanto Presidente da RAEOA asseguro que não pedi nenhuma verba no OGE de 2023 para o navio Haksolok“, referiu.
O contrato de construção do Haksolok foi fixado em 13,7 milhões de euros e o navio foi inaugurado a 26 de maio de 2017 na Figueira da Foz, em Portugal. O ferry deveria ter chegado a Timor-Leste em outubro do mesmo ano, mas, por problemas internos entre a empresa e o subempreiteiro, tal não aconteceu. Esta situação levou a que Timor-Leste tivesse que alocar mais 14 milhões de dólares americanos.
Atualmente, o navio Haksolok ainda se encontra na Figueira da Foz, em Portugal, devido aos problemas financeiros enfrentados pela empresa Atlantic Eagle Ship Building, responsável pela construção.
O processo de aquisição do navio teve início em 2014 entre o Governo central timorense e a empresa portuguesa, passando depois a competência para a RAEOA.
Este transporte marítimo terá a capacidade para transportar 377 pessoas e 15 automóveis.
A decisão de escolha do estaleiro partiu do V Governo Constitucional, liderado Kay Rala Xanana Gusmão, através do seu vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Pedro Lay da Silva, que assinou um acordo com o estaleiro Atlantic Eagle Building, Lda a 22 de setembro de 2014.
A Autoridade da Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno – Zonas Especiais de Economia Social de Mercado de Timor-Leste (RAEOA-ZEESM-TL) – recebeu o plano de construção do navio através da transferência do projeto e alocação dos fundos pelo Governo central para atribuir poder e verbas ao contrato entre o Governo de Timor-Leste e o estaleiro Atlantic Eagle Ship Building.
A fim de assegurar o plano de construção e o registo internacional, a RAEOA-ZEESM assinou um contrato de supervisão com o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), com mais de 50 anos de experiência, para realizar a fiscalização da construção.
Notícia relevante: Arsénio Bano observa progresso de construção de navio Haksolok em Portugal
Jornalista: Domingos Piedade Freitas
Editora: Maria Auxiliadora




