DÍLI, 12 de setembro de 2020 (TATOLI) – O Presidente da Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno (RAEOA), Arsénio Bano, vai realizar, na próxima semana, uma visita a Portugal para acompanhar o progresso da construção do ferry Haksolok.
“Encontrei-me hoje com o Primeiro-Ministro para o informar sobre a minha visita a Portugal a fim de observar o progresso da construção do navio Haksolok e verificar se as informações que recebemos são verdadeiras ou falsas”, disse o presidente, no Farol.
O responsável salientou ainda que, quando regressar ao país, vai apresentar um relatório sobre a visita em causa ao Chefe do Governo. “O navio vai chegar ao país, pois efetuamos já os preparativos dos documentos legais. Acredito que vou trazer novidades sobre a situação do Haksolok”, garantiu.
O contrato de construção do Haksolok foi fixado em 13,7 milhões de euros e o navio foi inaugurado a 26 de maio de 2017 na Figueira da Foz, em Portugal. O ferry deveria ter chegado a Timor-Leste em outubro do mesmo ano, mas, por problemas internos entre a empresa e o subempreiteiro, tal não aconteceu. Esta situação levou a que Timor-Leste tivesse que alocar mais 14 milhões de dólares americanos.
Atualmente, o navio Haksolok ainda se encontra na Figueira da Foz, em Portugal, devido aos problemas financeiros enfrentados pela empresa Atlantic Eagle Ship Building, responsável pela construção.
O processo de aquisição do navio teve início em 2014 entre o Governo central timorense e a empresa portuguesa, passando depois a competência para a RAEOA.
Este transporte marítimo terá a capacidade para transportar 377 pessoas e 15 automóveis.
A decisão de escolha do estaleiro partiu do V Governo Constitucional, liderado Kay Rala Xanana Gusmão, através do seu vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Pedro Lay da Silva, que assinou um acordo com o estaleiro Atlantic Eagle Building, Lda a 22 de setembro de 2014.
A Autoridade da Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno – Zonas Especiais de Economia Social de Mercado de Timor-Leste (RAEOA-ZEESM-TL) – recebeu o plano de construção do navio através da transferência do projeto e alocação dos fundos pelo governo central para atribuir poder e verbas ao contrato entre o Governo de Timor-Leste e o estaleiro Atlantic Eagle Ship Building.
A fim de assegurar o plano de construção e o registo internacional, a RAEOA-ZEESM assinou um contrato de supervisão com o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), com mais de 50 anos de experiência, para realizar a fiscalização da construção.
Jornalista: Domingos Piedade Freitas
Editora: Maria Auxiliadora





Nao ficaria muito mais barato pedir ao embaixador de Timor Leste em Portugal, para fazer uma visita de trabalho aos estaleiros da Figueira da Foz e fazer uma reportagem da situacao ao governo de TL?