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OIM quer repatriar timorenses em Portugal

OIM quer repatriar timorenses em Portugal

Diretor-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Timorenses do MNEC, José António Amorim Dias.

DÍLI, 11 de outubro de 2022 (TATOLI) – A Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU está empenhada em ajudar Timor-Leste a repatriar os cidadãos timorenses que estão em Portugal e que querem regressar ao país.

O Diretor-Geral do Protocolo e dos Assuntos Consulares do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC), José António Amorim Dias, informou que a OIM se disponibilizou para apoiar o repatriamento em apreço. Esta vontade foi comunicada à margem de um encontro entre a Embaixadora de Timor-Leste, Isabel Guterres, e o representante da OIM em Portugal, Marta Bronzin.

“Eles querem ajudar a repatriar os nossos cidadãos. A OIM vai ajudar de forma voluntária  os timorenses que querem regressem a Timor-Leste”, afirmou.

Amorim Dias acrescentou ainda que o Governo português criou um grupo de trabalho para prestar assistência humanitária aos timorenses, constituído pela Embaixada de Timor-Leste, pelo Alto Comissariado para as Migrações, pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional de Portugal, pela Câmara Municipal de Lisboa, pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, pela Guarda Nacional Republicana e pela Caritas.

Representantes da embaixada de Timor-Leste em Portugal, da Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade e da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas reuniram-se para discutir a situação precária que alguns timorenses estão a viver em Portugal e procurar possíveis soluções.

“As autoridades dos dois países estão a trabalhar em conjunto para lidar com os problemas vividos pelos nossos cidadãos em Portugal. Não os ignoramos”, assegurou.

José António Amorim Dias realçou que se encontram atualmente cerca de cinco mil timorenses em território português.

“Além daqueles, 20 jovens timorenses tentaram entrar em território britânico, mas as autoridades de imigração de Londres deportaram-nos para Lisboa”, informou.

Questionado sobre a situação vivida pelos cidadãos timorenses em Portugal, onde, de acordo com informação veiculada nas redes sociais, alguns dormem ao relento, Amorim Dias respondeu que, em coordenação com a embaixada de Timor-Leste em Portugal, as autoridades de Lisboa já resolveram a situação.

“Atualmente, a maioria dos timorenses foram realojados, graças à coordenação entre os executivos timorense e português e a igreja. Os nossos cidadãos estão seguros”, explicou.

Amorim Dias reconheceu que ainda há alguns timorenses a viver em jardins, porque fugiram dos locais disponibilizados pelo Governo português.

O dirigente salientou que a Direção-Geral dos Assuntos Consulares mantém contactos regulares com o representante de Timor-Leste em Portugal para estar a par da situação e do paradeiro dos timorenses.

O responsável revelou ainda que a embaixadora de Timor-Leste em Portugal também se reuniu com organizações eclesiásticas, como a Santa Casa de Misericórdia, para as envolver na assistência humanitária aos timorenses.

Notícia relevante: Governo procura soluções para emigrantes timorenses em Portugal

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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