DÍLI, 10 de outubro de 2022 (TATOLI) – O Psiquiatra da Unidade de Cuidados Agudos do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), Edmundo Monteiro, destacou a importância do apoio da família para a recuperação dos pacientes com doenças mentais.
“É fundamental que os pacientes tenham apoio familiar para se recuperarem. Isto é uma chave importante. Alguns pacientes não precisam de medicamentos, necessitam da compreensão e da ajuda da família”, informou Edmundo Monteiro, no âmbito da celebração do Dia Mundial da Saúde Mental, em Bidau, Díli.
O psiquiatra disse que a equipa de saúde aconselha regulamente os familiares dos doentes a acompanharem o tratamento daqueles.
Segundo Edmundo Monteiro, dentro das próprias famílias os pacientes são discriminados e mal tratados.
“A família não cuida deles e por vezes abandona-os, por isso, é comum encontrarmos pessoas com problemas mentais nas bermas das estradas. O estigma e a discriminação começam na família”, afirmou.
Edmundo Monteiro referiu que a genética, a dependência económica e o desemprego contribuem para o aumento do número de portadores de transtornos mentais no país.
“No que toca à saúde mental, não nos estamos a focar apenas nos pacientes agressivos. A maior parte dos doentes que atendemos apresentam um quadro depressivo e de stresse com tendências suicidas, nomeadamente mulheres por serem vítimas de abusos psicológicos e emocionais”, acrescentou.
Em 2019 a Unidade de Cuidados Agudos registou mensalmente mais de 80 pacientes e em 2022 o número subiu para 145.
O Dia Mundial da Saúde Mental celebra-se a 10 de outubro e foi instituído em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental com o propósito de alertar a população para os cuidados necessários à manutenção do bem-estar psíquico.
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Jornalista: Isaura Lemos de Deus
Editora: Maria Auxiliadora





Nem sempre a familia e “medicamento”, por vezes o problema e a propria familia. Nestes tempos conturbados, a saude mental em quase todos paises deu um grande pulo especialmente em jovens com menos de 25 anos de idade. Viver nao e dificil, e preciso “saber viver”. A dieta e um factor a considerar tambem.
A pressao de amigos e colegas e “sonhos materialistas” da vida tambem contribuem para muitos casos. A vida em Timor deixou de ser simples como era 50 anos atras.
Nem sempre o “happy pill” funciona. Nao e facil, nada e facil, boa sorte para todos.