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Estudo mostra que imagens em maços de cigarros são ineficazes na prevenção do tabagismo

Estudo mostra que imagens em maços de cigarros são ineficazes na prevenção do tabagismo

Gestor da ANCT-TL, Sancho Fernandes. Imagem Tatoli/Egas Cristovão.

DÍLI, 22 de setembro de 2022 (TATOLI) – Um estudo levado a cabo recentemente mostrou que as advertências gráficas em maços de cigarros não têm o efeito desejado na prevenção do tabagismo. O estudo foi concretizado pela Aliança Nacional de Controlo do Tabaco de Timor-Leste (ANCT-TL), em Manatuto, Ermera e Díli, onde usou de um conjunto de advertências gráficas novas para verificar o seu impacto em fumadores, visando serem usadas em todos os maços de cigarros em Timor-Leste.

O Diretor-Executivo da ANCT-TL, Sancho Fernandes, recordou que o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde lançaram, em 2017, advertências gráficas sobre as consequências do tabaco na saúde.

Sancho Fernandes especificou que, em 2017, foram usadas seis imagens nos maços de tabaco, três das quais – Fuma Oho Ita, Impotência e Abortos, no entanto, estas advertências gráficas sobre problemas de saúde não conseguiu reduzir o número de fumadores no país.

“O Ministério da Saúde concordou em alterar as imagens e as advertências associadas nos maços de cigarros. Queremos alterar estas imagens porque as figuras não são claras. Por isso, desenhamos novas imagens. Fizemos uma pesquisa que envolveu mil fumadores”, disse o responsável, em Manleuana, Díli.

Segundo o dirigente, é necessário partilhar estas novas advertências gráficas aos fumadores para as dar a conhecer antes de utilizá-las em definitivo.

Recorde-se que de acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 60,7% dos timorenses fumam, sendo que 9,4% são mulheres.

De acordou com uma pesquisa da OMS em 2021, a população timorense gastou 64 milhões de dólares por ano para aquisição de cigarros. Outro estudo, levado a cabo em 2019 pela Global Youth Tobbaco, 30,9% de jovens entre os 13 e os 15 fumavam apesar de se constatar uma redução em relação a 2013, ano em que se registavam 42,4%.

Jornalista: Isaura Lemos de Deus

Editora: Maria Auxiliadora

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