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Adesão à OMC: FONGTIL pede que se invista em infraestruturas e se criem empregos

Adesão à OMC: FONGTIL pede que se invista em infraestruturas e se criem empregos

Presidente da Delegação do Grupo de Trabalho da Adesão, embaixador Rui Macieira, e os empresários timorenses. Imagem Tatoli/António Daciparu.

DÍLI, 13 de julho de 2022 (TATOLI) – O Fórum das Organizações Não-Governamentais de Timor-Leste (FONGTIL) pede ao Governo que invista em infraestruturas básicas e crie postos de trabalho antes da adesão do país à Organização Mundial do Comércio (OMC).

O Diretor do FONGTIL, Valentim da Costa Pinto, referiu a importância da democracia e dos direitos humanos no país.

“É necessário investir em infraestruturas básicas, sobretudo estradas. Também é fundamental investir no setor produtivo para reduzir o número de desemprego. Considero que estes são os nossos principais desafios”, referiu o dirigente, no âmbito do encontro com o setor privado, no Timor Plaza, em Díli.

Diretor do FONGTIL, Valentim da Costa Pinto. Imagem Tatoli/Francisco Sony.

Segundo o responsável, é importante harmonizar a legislação do comércio internacional e regional para que diversifique a economia.

Valentim Pinto destacou igualmente a necessidade de se investir nas pequenas e médias indústrias para melhorar a qualidade de produtos, como por exemplo o café, o arroz, entre outros.

Também o Presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Timor-Leste (CCI-TL), Óscar Lima, destacou a necessidade da adesão de Timor-Leste à OMC e à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

“Devemos, contudo, preparar o setor privado, facultando formação na área de gestão”, disse.

O Vice-Ministro do Turismo, Comércio e Indústria, Domingos Antunes, realçou que o Governo vai analisar as recomendações da sociedade civil, do setor privado e, ainda, de académicos.

“As delegações do Grupo de Trabalho da Adesão de Timor-Leste à OMC e o Executivo continuam a se reunir com representantes da sociedade civil e do setor privado”, acrescentou.

De acordo com o governante, a adesão do país vai contribuir para melhorar a economia e harmonizar a legislação, de modo a se diversificar a exportação.

Estiveram presentes na reunião o Presidente da Delegação do Grupo de Trabalho da Adesão de Timor-Leste à OMC, Embaixador Rui Macieira, as diretoras da Divisão da Adesão à OMC em Genebra, Maika Oshikawa e a dos Assuntos Jurídicos, Anna Varyanik, o Vice-Ministro do Comércio e Indústria, Domingos Antunes, bem como  representantes de várias Organizações Não-Governamentais, do setor privado e académicos.

Timor-Leste recebeu já o calendário indicativo para adesão à OMC e, segundo aquele, o país tornar-se-á membro da organização no próximo ano.

Jornalista: Isaura Lemos de Deus

Editora: Maria Auxiliadora

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