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MNEC disponibiliza 10 mil dólares para repatriamento de sete jovens timorenses em Jacarta

Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Julião da Silva.

DÍLI, 04 de julho de 2022 (TATOLI) – O Governo de Timor-Leste disponibilizou cerca de dez mil dólares para o repatriamento de sete trabalhadoras timorenses, em Jacarta.

A informação foi dada pelo Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC), Julião da Silva, à margem da reunião com o Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, no Farol.

“Encontrei-me com o Primeiro-Ministro para atualizar a situação do caso das sete mulheres timorenses no Dubai. Na reunião, calculamos que, para repatriar aquelas trabalhadores, precisaríamos de cerca de 10 mil dólares americanos”, disse Julião da Silva.

O governante adiantou ainda que as sete mulheres encontram-se atualmente na embaixada de Timor-Leste, em Jacarta, e chegarão ao país esta semana.

“As viagens do Dubai para a Indonésia foram da responsabilidade da agência de recrutamento”, afirmou.

Julião da Silva mostrou-se insatisfeito com o montante de dinheiro gasto pelo Governo, salientando que o “as verbas poderiam ser utilizadas na construção de escolas ou postos de saúde”.

O governante reconheceu que poderá haver casos semelhantes no futuro, pois a maioria dos timorenses emigram para o estrangeiro sem dar conhecimento do facto ao Governo.

Como consequência, “no futuro, o Governo apenas prestará assistência legal. Para o regresso, incluindo o custo da viagem, será da responsabilidade dos próprios ou da agência de recrutamento”, apelou.

Relativamente à agência que recrutou jovens timorenses para trabalhar no estrangeiro, Julião da Silva disse que “o Governo recebeu informações sobre a ilegalidade desta agência”, mas recusou-se a fornecer pormenores, porque o caso está em processo de investigação.

Julião da Silva acrescentou que o Primeiro-Ministro vai nomear brevemente um Secretário de Estado dos Assuntos dos Trabalhadores no Exterior e apresentá-lo ao Presidente da República para a tomada de posse.

É de lembrar que a mesma entidade empregadora tinha alegadamente obrigado sete timorenses a trabalhar sem contrato e a viverem em condições desumanas em Abu Dhabi.

Notícia relevante:Governo esforça-se para combater tráfico humano

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora 

 

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