DÍLI, 11 de fevereiro de 2022 (TATOLI) – A Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID, em inglês) e a ONU Mulheres apoiam as organizações não governamentais Timor Aid e Fundação Alola na capacitação de grupos de tecelagem na produção do Tais timorense.
“Trabalhamos em conjunto com a Timor Aid e levamos a cabo ações de formação sobre a gestão de negócio do produto, entre outras temáticas”, afirmou o gerente do Programa Hakbiit Economia de Mulheres da Fundação Alola, José Ximenes, à Tatoli, no Timor Plaza, Díli.
O responsável explicou ainda que a fundação deu instruções às mulheres tecelãs para aperfeiçoarem a técnica de tecelagem por forma a garantirem a qualidade e diversificação do Tais e, deste modo, responder ao mercado tanto nacional como internacional.
Recorde-se que a USAID disponibilizou, em 2020, uma verba de 40 mil dólares americanos, além de máquinas de costura destinada a cinco grupos que apostam no investimento e na diversificação do Tais no Município de Díli.
O responsável explicou também que a diversificação constitui de sacos, brincos, entre outros, para que possam vender os produtos no mercado.
A USAID pretende, este ano, alocar 32 mil dólares americanos para a atividade da tecelagem do Tais, além da realização de um festival como demonstração da técnica de tecelagem utilizada onde ainda predomina as técnicas tradicionais e rudimentares.
O responsável salientou, entretanto, a Alola tem cooperado com a ONU Mulheres com o propósito de criarem vários grupos nos municípios de Bobonaro, Covalima, Lautém bem como no Enclave de Oé-Cusse.
Já o diretor da organização da Timor Aid, Florentino Sarmento, disse que a organização recebeu o apoio de diversos doadores com vista à promoção de ações de formação junto dos grupos de tecelagem.
Entre um rol de atividades levado a cabo pela Timor Aid, constam a pesquisa, documentação ou catálogo, além da promoção do artesanato, em particular o tecido tradicional timorense, o Tais.
Também o Diretor do Programa Turismo para Todos da USAID, Peter Simone, lembrou que o Tais representa um elemento do património cultural timorense, pelo que sugeriu que fosse desenvolvida a atividade de tecelagem em todo o território.
“A manutenção e desenvolvimento da atividade de tecelagem não depende apenas do contributo do Governo ou de uma organização, mas de todos”, concluiu.
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Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




