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Parteira alerta para riscos de parto domiciliário

Parteira alerta para riscos de parto domiciliário

As grávidas no posto administrativo de Fatuberliu, no município de Manufahi, receberam vitaminas no Centro de KEmON-B. Foto: Afonso do Rosário

MANUFAHI, 13 de abril de 2026 (TATOLI) – Hermelinda Lopes, uma parteira de Manufahi, alertou para os riscos do parto domiciliário. O alerta foi dado, hoje, à margem da inauguração do Centro de Cuidados de Emergência Obstétrica e Neonata-Básica (KEmON-B) no posto administrativo de Fatuberliu, uma infraestrutura destinada a reforçar a resposta a emergências maternas e neonatais na região.

“Uma hemorragia intensa pode, em poucos minutos, colocar a vida da mãe em risco. Da mesma forma, se o recém-nascido não chorar ou apresentar dificuldades respiratórias ao nascer, pode ser difícil salvá-lo sem assistência adequada”, advertiu.

Perante este cenário, a profissional de saúde apelou às grávidas para manterem um acompanhamento regular nos serviços de saúde durante a gestação, de forma a garantir uma monitorização eficaz da saúde materna e fetal.

Também Maria Martins, de 31 anos, mãe de dois filhos e atualmente grávida do terceiro, e Marta Rosénia, de 23 anos, grávida do primeiro filho, ambas com sete meses de gestação, consideram que o parto em unidades de saúde oferece uma maior segurança do que o parto domiciliário, destacando o papel essencial do acompanhamento por profissionais de saúde

Maria Martins afirmou que, desde o nascimento do primeiro filho, em 2016, tem realizado consultas pré-natais regulares no centro de saúde.  “Durante as consultas, os médicos e as parteiras prestam cuidados de elevada qualidade, distribuindo vitaminas e medicação para a desparasitação”, referiu.

Por sua vez, Marta Rosénia disse que cumpre consultas mensais no centro de saúde, onde recebe suplementos vitamínicos e informação sobre a importância de realizar o parto numa unidade de saúde.

A jovem acrescentou que conta com o apoio da família e que prevê dar à luz no mês de junho na maternidade do recém-inaugurado Centro KEmON-B. “O parto na maternidade é mais seguro, porque há parteiras. Em casa existem riscos que podem afetar a minha saúde e a do bebé”, sublinhou.

Notícia relevanteNovo Centro KEmON-B em Fatuberliu visa reduzir mortalidade materna e neonatal

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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