DÍLI, 18 de novembro de 2021 (TATOLI) – A Secretaria de Estado para a Formação Profissional e Emprego (SEFOPE), em colaboração com o Centro do Sistema de Autorização de Trabalho da Coreia do Sul, está a preparar a viagem de 70 timorenses no dia 06 de dezembro para a Coreia do Sul, onde trabalharão na área das pescas e fábricas.
O Diretor Nacional do Emprego Exterior da SEFOPE, Filomeno Soares, disse que, apesar de os dois países ainda estarem em período de pandemia, o Governo da Coreia do Sul continua a oferecer a oportunidade a Timor-Leste de enviar os seus trabalhadores.
“O pedido de trabalho pelo Governo da Coreia do Sul é massivo, mas enviaremos apenas 70 pessoas no próximo mês, porque temos de ajustar o número de passageiros ao dos bilhetes fornecidos pela companhia aérea”, informou Filomeno Soares à Tatoli, em Becora, Díli.
Também o representante do Centro do Sistema de Autorização de Trabalho da Coreia do Sul, Jooyun Yang, apelou aos timorenses candidatos a trabalhadores neste país que aproveitassem a oportunidade para melhorarem a economia da família e do país.
É de lembrar que mais de 60 timorenses partiram, a 21 de outubro, para a Coreia do Sul, 25 dos quais para trabalharem em fábricas e os restantes na área das pescas.
Já o Diretor-Geral da SEFOPE, Paulo Alves, tinha antes dito que os trabalhadores deviam preparar quatro mil dólares para despesas de viagem – bilhetes, vistos e alojamento para quarentena.
“Antes da partida, os trabalhadores irão cumprir um dia de quarentena num dos estabelecimentos localizados em Díli, que é paga pelos próprios e custa entre 30 e 40 dólares. Quando chegarem à Coreia do Sul, terão de suportar as despesas de alojamento durante os 14 dias, num montante de 1.500 dólares”, acrescentou.
Paulo Alves mostrou-se satisfeito com o compromisso do Governo sul-coreano em disponibilizar mais postos de trabalho para os cidadãos timorenses, depois de ter sido forçado a suspender a abertura de novas vagas devido ao confinamento obrigatório imposto no país para fazer face ao novo coronavírus.
O contrato destes trabalhadores timorenses tem a duração mínima de três anos e máxima de quatro anos e oito meses.
Recorde-se que o programa de envio de trabalhadores de Timor-Leste para a Coreia do Sul foi estabelecido em 2009. Até à data, registam-se 3.636 timorenses a trabalhar neste país, dos quais 803 já regressaram.
Notícia relevante: Dezenas de trabalhadores timorenses partem para Coreia do Sul
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Maria Auxiliadora




